ESTUDOS SABÁTICOS - 20/02/2021 - CONFIABILIDADE E AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

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1 semana 1 hora atrás - 1 semana 1 hora atrás #1152 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CONFIABILIDADE E AUTORIDADE DAS ESCRITURAS


INTRODUÇÃO


A cosmovisão cristã vive tempos de crise, em seu cerne, várias correntes de pensamento secular que buscam desacreditar e até mesmo relativizar o conteúdo das sagradas escrituras.

TEXTO BASE

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;"

Apocalipse 22.18


1. OS ATAQUES AS ESCRITURAS

Ataque pós-moderno

A mente pós-moderna condena a afirmação de verdade que as Escrituras fazem, devido o relativismo que acreditam. Eles rejeitam a ideia de que um livro religioso seja o certo e todos os demais errados.

Ataque ateu/neoateu

Os ateus e neoateus tem zombado de todos aqueles que acreditam na bíblia e no sobrenatural.

Ataque de outras religiões

Com seus gurus, profetas e líderes iluminados que reivindicam sonhos, visões e revelações

Ataque liberal

O pior tipo de ataque, pois vem de dentro. Eles desacreditam a Bíblia. Fazem distinção entre a Escritura e a Palavra de Deus, afirmando que a bíblia não pode ser identificada como Palavra de Deus absoluta, infalível, confiável e autoritativa, mas um livro de religião como qualquer outro. O resultado do liberalismo é que Cristo não é mais o único caminho para Deus e que não há regras morais e ensinamentos teológicos que sejam absolutos e permanentes.


2. O QUE ENTENDEMOS POR ESCRITURA

No período de 250 a.C. a 250 d.C. muitos outros livros foram produzidos como Macabeus (250 – 150 a.C.) e escritos Pós-apostólicos (100 – 250 d.C). Todavia, a Igreja reconheceu (reconheceu, não determinou) como inspirados por Deus, infalível, confiável e autoritativa somente os 66 que hoje compõe o cânon (39 + 27) usando critérios como apostolicidade e ortodoxia. Contudo, esse conceito foi sendo perdido ao longo da Idade Média, especialmente com a questão católica do magistério, da infalibilidade papal e da revelação progressiva (após o fechamento do Cânon).

A Autoridade da Escritura

Os Reformadores recuperaram a doutrina da autoridade das Escrituras canônicas que havia sido soterrada durante a Idade Média. Ele rejeitaram a autoridade e infalibilidade papal e re-estabeleceram a autoridade e infalibilidade das Escrituras. Entenderam que este conceito é derivado da própria escritura e tem raízes nos profetas do AT, no Senhor Jesus e seus apóstolos.

Assim, a Escritura passou a ser o Juiz Supremo nas Igrejas protestantes e na vida individual, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas, todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores e as doutrinas de homens e opiniões particulares têm de ser examinados.

A Necessidade de Escrituras Confiáveis

Qual a base teológica para uma revelação escrita que fosse infalível, confiante e autoritativa?

Temos a revelação de Deus na natureza que é suficiente para mostrar sua existência e sua natureza e deixar os homens indesculpáveis (Romanos 1), mas insuficiente para salvar. Temos também a revelação de Deus na consciência, resultante da Imago Dei (imagem de Deus), que é suficiente para mostrar que existe certo e errado, mas também insuficiente para salvar.

Deus revelou-se e declarou sua vontade ao seu povo e depois a fez escrever toda através de homens que escolheu ao longo de dois milênios e os inspirou para melhor preservação da verdade, propagação da verdade e estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo. Com isto cessaram os modos antigos de Deus se revelar aos homens. Por ser a revelação escrita e inspirada de Deus, as Escrituras são portanto confiáveis e autoritativas.

A Inspiração e Infalibilidade das Escrituras

Agora precisamos definir com mais clareza o que é inspiração – pois ela é a base para a autoridade da Bíblia e para nossa confiança nela. O que queremos dizer é que o Espírito de Deus supervisionou o processo de escrituração da revelação de tal maneira que:

Tudo o que os autores humanos escreveram é verdadeiro. Isto se estende até a escolha das palavras.
Eles foram preservados de registrar informações e conceitos errados, geográficos, históricos, morais ou espirituais.
Não podemos separar informações históricas de doutrinas. Ex: a ressurreição de Jesus é um evento histórico e o ponto doutrinário central.
Portanto, a Bíblia é a própria Palavra de Deus, confiável e autoritativa e infalível e inerrante.

3. O QUE A INERRÂNCIA NÃO NEGA

Ver-se-á que a inspiração verbal está implicada no que já dissemos; mas, como também já foi dito, isto não destrói o elemento humano na Escritura. A Escritura é, toda ela, a Palavra de Deus; ainda assim, muitíssimo dela é também a palavra do homem. Os escritores diferem em temperamento, linguagem e estilo, diferenças que estão claramente manifestas nos seus escritos, ainda que suas produções são tão verdadeiras e completamente a Palavra de Deus – como qualquer expressão oral de Jesus.

3. PROVAS DA INSPIRAÇÃO VERBAL

Ao afirmarmos a inerrância da Bíblia:


  • Não estamos falando que a Bíblia não tenha um lado humano. Reconhecemos isto, mas como Jesus Cristo, a Bíblia é humana e não têm erros.
  • Não estão falando que as traduções são inerrantes – a inerrância está nos originais.
  • Não os temos, mas podemos ter quase plena certeza do conteúdo pela manuscritologia.
  • Não estamos falando que não existem cópias contendo variações e redações diferentes – existem, mas secundárias e em pontos que não comprometem em nada as principais doutrinas da Bíblia.
  • Não estamos falando que a Bíblia seja um livro científico escrito em linguagem científica. Ela usa a linguagem do observador – morcego, lebre, sol se movendo.
  • Não estamos falando que não existam aparentes contradições – há várias, mas elas são aparentes. Exemplos: harmonia da cura do cego; números diferentes entre Crônicas e Reis.
  • Não estamos falando que algumas informações da Bíblia não são por vezes vagas e imprecisas – as vezes os autores fazem referências vagas a números e medidas arredondados. Imprecisão não significa erro. Ex: “eu moro a vários quilômetros do meu trabalho”.
  • Não estamos falando que não há passagens difíceis de entender. Não compreendemos plenamente tudo o que a Bíblia diz – sua mensagem central é clara, mas há passagens difíceis, como o próprio Pedro reconhece (2 Pe 3:15-16)
  • Não estamos falando que não é preciso estudá-la para melhor compreendê-la – sua mensagem central está disponível a todos os crentes. Mas sendo um livro humano, escrito há tanto tempo em outra cultura e língua, os estudos ajudam. Calvino: orare et labutare (ore e labute).

  • Provas da Inspiração das Escrituras


    Ao longo da sua história, os cristãos sempre foram chamados a defender a sua confiança nestes 66 livros, que consideram como Palavra de Deus. Os argumentos geralmente usados são estes:


  • As reivindicações dos autores do AT e NT de que estão escrevendo a palavra de Deus;

  • O testemunho Jesus Cristo sobre as Escrituras;

  • As evidências da ciência: Design Inteligente, etc.;

  • As evidências da arqueologia;

  • A suprema excelência do seu conteúdo (quem somos; de onde viemos; para que existimos; há vida após a morte? Quem é Deus? como posso me relacionar com ele; como resolvo o problema da culpa?)

  • A eficácia da sua doutrina nas vidas transformadas;

  • A harmonia de todas as suas partes;

  • O seu alvo escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória);

  • As profecias cumpridas;

  • Sua preservação em meio aos ataques

    Todavia, estes argumentos só serão persuasivos e convincentes mediante a iluminação e a convicção do Espírito Santo. Sua autoridade não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor.

    A Interpretação da Escritura

    A doutrina da inspiração e infalibilidade das Escrituras conduzem logicamente a um método de interpretação que se coaduna com a natureza divina das Escrituras. Esse foi o problema dos liberais com o método crítico pretensamente científico e neutro.

    Princípios de interpretação:



  • Escritura com Escritura

  • Harmonização

  • Sentido único – natural e óbvio

  • Necessidade de estudo do contexto cultural, histórico e das línguas originais.

  • Dependência do Espírito.

  • Implicações Práticas

    Podemos confiar plenamente em tudo o que a Bíblia diz, pois é a Palavra de Deus. Devemos nos submeter à sua autoridade, reivindicações, promessas, advertências, orientações e instruções. Devemos guiar nossa conduta, decisões, escolhas e toda nossa vida pelos seus ensinamentos, normas, promessas e encorajamentos. Podemos anunciar o Evangelho com convicção, sabendo que Deus honrará a sua própria Palavra aqui registrada.

    CONCLUSÃO

    “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. 6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. (Salmo 1)

    Henry Mompean D’Orléans et Valois
    Duque Consorte de Gandia
    Príncipe da França
    Duque de Soissons
    Conde de Mompean
    Barão de Lille

    Administrador Geral da Região de Navarra

    Embaixador Francês
    Comandante da Guarda Real Francesa
    Vice-Chanceler
    Senador Real
    Prefeito de Lille

    Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
    Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
    Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


    Súdito da Coroa Francesa

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