SERMÃO DA CELEBRAÇÃO LITÚRGICA DE 18 DE OUTUBRO DE 2020

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1 mês 1 semana atrás #1009 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
Palavras de Abertura

Saúdo a ama congregação com a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo,
nos alegremos pela oportunidade de hoje nos reunirmos para louvar ao nome do Senhor e ouvir de sua Santa Palavra.

Louvemos com o hino Bondoso Amigo.


Louvor

Quão bondoso Amigo é Cristo
Revelou-nos seu amor
E nos diz que lhe entreguemos
Os cuidados, sem temor
Falta ao coração dorido
Gozo, paz, consolação?
É porque nós não levamos
Tudo a ele, em oração

Andas triste e carregado
De pesares e de dor?
A Jesus, eterno abrigo
Vai, com fé, teu mal expor
Teus amigos te desprezam?
Conta-lhe isso em oração
E, por seu amor tão terno
Paz terás no coração

Cristo é verdadeiro Amigo!
Disso prova nos mostrou
Quando, para resgatar-nos
Ele, humilde, se encarnou
Derramou precioso sangue
Para nos purificar!
Gozo, em vida e no futuro
Já podemos alcançar!



Pregação





Sermão do dia: O amor ao próximo





Convido aos presentes que meditemos no evangelho de Lucas em seu capítulo de número 10 e versículo 27:


“E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.”

Caros irmãos,

O amor ao próximo é tema central das Sagradas Escrituras, ensino basilar da lei e dos ensinamento de Jesus, entretanto foi e é grande desafio para as comunidades cristãs, visto que é mais fácil pregar do que viver o amor e em meio a ambientes tão propícios a conflitos, tendemos a distorcer este principio basilar do evangelho.

Nosso texto base trata de uma citação feita por alguém que conhecia a lei mosaica, num dialogo com Jesus, este procurava demonstrar seu conhecimento, fato é que ele inclusive foi digno de elogios por parte de Jesus. Entretanto aquele homem não vivia aquilo que estava recitando, este talvez seja o problema de muitos ditos cristãos, hábeis soletrantes de textos e doutrinas, mas pouco ávidos de transportar para suas vidas este conhecimento.

É interessante que este texto é conceitualmente o resumo de toda a lei: "Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.", ele trata das bases necessárias para aquele que realmente quer ter uma vida segundo a vontade de Deus, isto é, o relacionamento com o próprio Deus e com os demais seres humanos.

Ao falarmos do amor ao próximo é interessante perceber que, segundo o próprio texto, é necessário um parâmetro de amor, e o que nos é dado é o amor a nós mesmos ou amor próprio. Este é um ponto importante, pois para que possamos amar a outras pessoas, antes, precisamos nos amar, sem este amor é impossível amar e esperar ser amados por outros.

Muitos seres humanos projetam o descontentamento que tem com seus próprios "eus" em cima dos outros. Encrenqueiros, implicantes, difamadores e toda sorte de prática social nociva, entretanto o grande problema não são as pessoas que eles vitimam com toda peçonha e malícia, mas sim a dificuldade que tem em olhar no espelho e amar si mesmos. Isto forma muitos brigões, colecionadores de inimigos, que na verdade são seres humanos carentes e vulneráveis que afundam-se cada vez mais em charcos de falta de amor próprio.

Tomarei a resposta de Cristo para aquele homem, que sabia recitar a lei, mas não vivê-la, no verso 28: "E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás". Mais do que narcisismo ou egocentrismo, o amor próprio é uma necessidade! Pois sem ele você não terá um parâmetro para viver o amor ao próximo, como ensinado por Jesus em Mateus 7.12: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam".

Portanto, ainda que hoje você não suporte olhar para si mesmo, peça a Deus que o ajude a reconciliar-se consigo mesmo. O auto-conhecimento não é simples, longe de ser um recurso de filosofia mística, é uma necessidade na vida daquele que quer viver o evangelho. Entretanto é um processo de desconforto, pois encarar a si mesmo com sinceridade, especialmente a luz da Palavra, é encarar sobretudo seus defeitos, manias e vícios.

Precisamos sempre nos lembrar, eu e você valemos a pena, ainda que compreendamos que o homem caído e corrompido pelo pecado tenha perdido o ideal de perfeição, dado por Deus, Ele ainda nos ama e vê em nós bem e virtude. É na graça de Deus e em sua misericórdia que reencontramos nosso valor, por isso, reforço, busque em Deus. Ele te amou tanto que um dia morreu na cruz do calvário por você.

Se hoje você se reconhece como pecador e indigno, carente da misericórdia de Deus, se prostre diante d'Ele, clame por sua misericórdia, Ele te ouvirá. Hoje é dia agradável para se reconciliar com Deus e consigo mesmo, pois apenas assim poderemos verdadeiramente viver a Palavra.

Amém.
Oração


Pai Eterno. Pequenos e falhos somos, indignos da tua graça. Diante de te nos colocamos, tu nos sondas e conhecer, muito além das máscaras e papeis sociais, tu esquadrinhas os corações e mentes, sabes quem somos. Perdoa-nos, pois somos carentes da tua misericórdia. Ajuda-nos em nossas dificuldades, para que possamos viver a tua Palavra. Auxilia-nos a enxergar a nós mesmos como o Senhor nos enxerga, para que possamos também amar ao nosso próximo e viver o teu ideal para nós. Amém.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

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