SERMÃO DA CELEBRAÇÃO LITÚRGICA DE 22 DE NOVEMBRO DE 2020

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1 mês 4 semanas atrás #1053 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
Palavras de Abertura

Saúdo a amada congregação com a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo,
louvado seja o nosso Salvador pela oportunidade que tem nos concedido de mais uma vez estarmos reunidos para cultua-lo.

Convido todos os presentes a louvarem juntamente comigo com o hino As Muitas Bençãos:

Louvor

Se da vida as vagas procelosas são,
Se, com desalento, julgas tudo vão,
Conta as muitas bênçãos, dize-as de uma vez,
E verás, surpreso, quanto Deus já fez.

Conta as bênçãos, dize-as quantas são,
Recebidas da divina mão!
Vem dizê-las, todas de uma vez,
E verás, surpreso, quanto Deus já fez!

Tens acaso mágoas, triste é teu lidar?
É a cruz pesada que tens de levar?
Conta as muitas bênçãos! Logo exultarás,
E, fortalecido, tudo vencerás!

Quando vires outros com seu ouro e bens,
Lembra que tesouros prometidos tens.
Nunca os bens da terra poderão comprar
A mansão celeste que vais habitar.

Seja o teu combate longo ou breve aqui,
Não te desanimes Deus será por ti!
Seu divino auxílio minorando o mal,
Te dará consolo e galardão final.


Pregação





Sermão do dia: Não sejamos justos a nossos próprios olhos



Convido-vos a meditar comigo no livro de Provérbios em seu capítulo de número 5 e versículo 21:

“Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele considera todas as suas veredas.”


Amada congregação,

Ao longo da jornada de nossas vidas fazemos planos, escolhemos caminhos, tomamos atitudes, afinal, esta é a prática do viver, uma constante tomada de decisão. Palavras e atitudes são constantemente registrados por nós na história de nossas vidas, tentamos nestes momentos justificar nossas escolhas e dificilmente admitimos que fizemos algo por motivo egoísta ou mesquinho. Entretanto, Deus é capaz de enxergar através das desculpas e justificativas, sondando nossos corações, conhecendo nossas intenções e o pior de nossa índole.

Em Provérbios 16.2 lemos “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito”, isto nos leva a uma importante constatação, nosso senso de justiça e retidão é imperfeito. Somos ávidos em julgar, implacáveis em impor aos outros nossa visão de certo e errado, mas lentos e admitir que nossa visão e pensamento não são perfeitos, o orgulho humano é um problema e o homem que busca viver em retidão paulatinamente se vira numa luta com seu próprio orgulho.

É necessário reconhecer: todos somos falhos! A natureza humana, corrompida pelo pecado, é imperfeita, somos por nós mesmos pecadores inveterados, que por nossa própria força de vontade não temos forças para escolher nada que não seja pecar. Esta é a realidade com a qual nos deparamos na carta do Apóstolo Paulo aos Romanos 3.10 e 11: “Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus”.
Somente pela graça de Deus é possível um caminho diferente, por meio dela há regeneração e assim podemos ter nossa natureza transformada.

É fundamental entender a corrupção da natureza humana, pois o homem tem um hábito covarde de não assumir a autoria de seus atos, culpa a Deus e ao demônio pelas consequências de seus próprios atos. Não defendo aqui um Livre Arbítrio, como disse anteriormente o homem na sua natureza pecaminosa só sabe fazer uma escolha: pecar! Mas isso não o isenta de sua responsabilidade.

Nos julgamos muitas justos, baluartes da retidão e da verdade. Nossas atitudes, no entanto, são os frutos que temos a apresentar, podemos com a boca defender valores que nossos atos e vivência não vão confirmar. O que diriam as pessoas que convivem com você? É você um cristão a altura dos valores que você prega nos momentos de culto? Esta é uma reflexão que evitamos fazer, é onde corremos o risco de incomodar nossos egos.

Hoje temos uma oportunidade ímpar: reconhecer que somos falhos, sim! Pois a justificação que Cristo nos proporcionou na cruz não nos livra de um exame de consciência, pelo contrário, aqueles que são alcançados e se sentem chamados a salvação devem também se sentir incomodados, pois este é o fruto natural da ação do Espírito Santo, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo! Reconheçamos que somos falhos, busquemos com sinceridade arrependermo-nos, clamando a Deus por misericórdia, pedindo forças para nos ajudar a sermos melhores, a sermos coerentes com as palavras que professamos.

Que nosso desejo seja como o expresso pelo salmista no Salmo 139.23 e 24: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.”

Amém.



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Oração


Senhor Deus, diante da tua presença nos colocamos. Louvamos o teu nome e ouvimos da tua Santa Palavra. Que o Espírito Santo possa achar em nossos corações terra fértil para fazer prosperar aquilo que for da tua vontade. Reconhecemo-nos como falhos e pecadores, indignos de reclamar qualquer justiça ou honra. Ajuda-nos a ter corações humildes e contritos na tua presença, sempre conscientes da dependência que temos da tua graça e misericórdia. É o que pedimos, em nome de Jesus. Amém.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

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