SERMÃO DA CELEBRAÇÃO LITÚRGICA DE 21 DE FEVEREIRO DE 2021

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6 dias 9 minutos atrás - 6 dias 7 minutos atrás #1154 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
Palavras de Abertura

Saúdo a amada congregação com a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo,
com imensa alegria nos reunimos mais uma vez para louvar ao nome do Eterno.

Convido todos a louvarmos com o hino A Conversão.
Louvor
Em cegueira eu andei e perdido vaguei,
Longe, longe do meu Salvador!
Mas da glória desceu, o seu sangue verteu
E salvou este pobre pecador.

Foi na cruz, foi na cruz que um dia eu vi
Meu pecado castigado em Jesus!
Foi ali pela fé, que meus olhos abri
E agora me alegro em sua luz!

Já ouvia falar dessa graça sem par,
Que do céu trouxe Cristo Jesus!
Mas eu surdo me fiz, converter-me não quis
Ao Senhor que por mim morreu na cruz.

Mas um dia senti meu pecado, e vi
Sobre mim o castigo da Lei!
Apressado fugi, em Jesus me escondi,
E abrigo seguro nele achei.

Que ditoso, então, foi ao meu coração,
Conhecer o excelso amor,
Que levou meu Jesus a sofrer lá na cruz,
E salvar este pobre pecador.


Pregação

Sermão do dia: Devemos conhecer e confiar em nosso Sumo Pastor

Saúdo aos amados irmãos em Cristo,

Convido-vos a meditar comigo no livro de Salmos em seu capítulo de número 23:

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor por longos dias.”


Amados irmãos no Senhor Jesus Cristo

O salmo 23 é um dos textos mais conhecidos da Bíblia. A grande maioria das pessoas no mundo inteiro (crentes e até descrentes) conhece o salmo 23, que é o salmo do pastor. Quem não conhece as palavras: “O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará”? Certamente você já encontrou essas palavras ou todo o conteúdo do salmo 23 sendo citados em vários lugares: adesivos em pára-brisas de carros, pára-choques de caminhões, estampas de camisas, quadros de paredes e etc. Salmo 23 também é muito conhecido por ser o salmo preferido para ser lido em velórios. Muitos conhecem e gostam das palavras do salmo 23.

Mas a questão a ser feita é a seguinte: Será que todos que conhecem o salmo do pastor conhecem também o Pastor do salmo? Todos podem realmente confessar as palavras deste salmo? Todos podem dizer: O SENHOR é o meu Pastor, nada me faltará? Ou afirmar com confiança: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum; porque Tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam?”. Quem pode confessar estas palavras?

Salmo 23 é um cântico de confiança em Deus; são palavras proferidas por um crente que conhece e confia no SENHOR. Salmo 23 é uma confissão de fé do crente que deposita sua confiança no cuidado e na proteção de Deus. No salmo 23, o salmista usou duas figuras para expressar sua atitude de confiança em Deus: 1 – A figura do pastor que concede repouso, proteção, direção e consolo para o rebanho que está sob os seus cuidados (v.1-4); 2 – A figura de um anfitrião que recebe com honra um hóspede em sua casa, oferecendo-lhe um grande banquete e ungindo-o com óleo (v.5,6). Ambas as figuras, além de expressar a confiança do salmista, evidenciam o cuidado e a bondade de Deus para com aqueles que lhe pertencem e nele confiam.

O pastoreio de ovelhas era uma atividade comum no meio do povo de Israel. Davi conhecia muito bem o trabalho de um pastor. Sua tarefa como pastor era conduzir o rebanho de um pasto para outro a fim de providenciar alimento para as ovelhas. Ele sabia dos perigos que as ovelhas haveriam de enfrentar. Também era seu dever proteger as ovelhas dos perigos (animais ferozes). À procura de verdes pastos, as ovelhas tinham de caminhar sob a liderança do pastor. Nessa caminhada era necessário passar por caminhos pedregosos, subir montanhas e também descer por meio de vales sombrios. A região de Israel era uma região geograficamente acidentada. Havia muitas montanhas e também vales sombrios e escuros. As ovelhas eram animais sensíveis que facilmente se assustavam, principalmente quando passavam por vales escuros. Elas tinham de confiar no pastor que as conduzia.

Cada crente é uma ovelha que está peregrinando nas veredas deste mundo. Essa peregrinação nem sempre será por caminhos planos e pastos verdejantes, mas há também montanhas e vales a serem transpostos. Nenhum crente vai conseguir caminhar sozinho. Todos precisam do cuidado e da proteção de Deus para prosseguir na peregrinação. É necessário que todos os crentes peregrinos depositem toda sua confiança em Deus, principalmente diante dos perigos e males que podem encontrar na sua peregrinação.

Que perigos ou males poderíamos experimentar em nossa peregrinação? Podemos citar alguns exemplos gerais: fome, doenças, desemprego, outras calamidades públicas tais como seca, cheias, tempestades; problemas familiares, morte e outros males que podem nos afligir. Todos estes males e perigos constituem o vale da sombra da morte pelo qual estamos sujeitos a andar em nossa peregrinação. Sejamos mais específicos. Pense por exemplo na situação de um jovem crente que foi acometido por uma doença gravíssima tal como o câncer e que está com os dias contados para morrer. Tal crente está peregrinando pelo vale da sombra da morte. Pense também no caso de uma mulher crente que vive uma vida sofrida por ter um marido descrente que não a apóia em nada. Ela está passando pelo vale da sombra da morte. Um outro caso seria o de um pai de família que está desempregado e sem condições de sustentar sua família. Ele está andando pelo vale da sombra da morte.

Tais perigos e males são comuns a crentes e descrentes. É inevitável que eles venham para todos. Mas há uma grande diferença. Qual é a grande diferença? A grande diferença está na atitude de ambos diante do vale da sombra da morte pelo qual passam. O descrente, embora necessitando, não deposita a sua confiança em Deus. No meio dos perigos e males que lhe sobrevêm nesta vida, podem chegar a murmurar e blasfemar contra Deus. Também sentem um grande medo do mal que lhes acontece, pois não conhecem nem confiam em Deus, aquele que é maior que o mal e que tem poder para transformar o mal em bem em favor dos seus filhos.

O crente, porém, diante do vale da sombra da morte que está passando, confessa com toda confiança: “não temerei mal nenhum”. Com essa confissão de fé, o crente não está negando o poder e a realidade do mal que pode lhe sobrevir, mas está afirmando com plena segurança que não há de ser abalado com o mal ou perigo que pode lhe acontecer no vale da sombra da morte. Ele não tem medo de andar pelo vale da sombra da morte nem de enfrentar o mal e o perigo que há neste vale. Os vales escuros e sombrios pelos quais o crente anda em sua peregrinação não lhe infundirão medo. Sua confissão firme e segura no meio do vale da sombra da morte é: “Não temerei mal nenhum”.

Cristo é o nosso pastor. Ele nos providencia tudo o que precisamos para nosso corpo e nossa alma. Ele nos defende e protege por seu poder contra todos os inimigos. Nele encontramos refúgio e consolo. Sua palavra e o seu Espírito nos consolam.

Você está passando pelo vale da sombra da morte? Não fique amedrontado. Confie no Seu Pastor. Ele é contigo por onde quer que andares.Por que temer o vale da sombra da morte? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem poderá nos separar do seu amor e da sua presença? Os perigos e males desta vida? Nossas tribulações? O diabo? A morte? Não! Nada nem ninguém poderão separar-nos do amor e da presença do Nosso Deus. Portanto, confessemos com confiança que o SENHOR está sempre conosco, conforme as palavras de confiança do Salmo 46: “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam… O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (vs. 1-3,7).

Não importa quão escuro seja o vale no qual estamos peregrinando, não temeremos mal nenhum, pois o Nosso Pastor está sempre conosco guiando-nos em nossa peregrinação e consolando-nos com Sua Palavra e Seu Espírito Santo. O SENHOR é o nosso pastor e nada nos faltará! Ele cuida sempre de nós. Por isso, como crentes peregrinos, confiamos nele em toda nossa peregrinação, inclusive quando estivermos passando pelo vale da sombra da morte.

Amém.
Oração

Deus, tú és o meu Pastor, em ti confio, em vossas mãos está a minha segurança e o meu bem estar. Ajuda-me a como o salmista viver e ser refrigerado pela confiança no teu cuidado, na certeza da vossa providência. Perdoa-me pelas minhas fraquezas, pelos meus desvios, ajuda-me a andar pelos vossos retos caminhos. É o que te peço e desde já te agradeço, em nome de Jesus, amém.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Last edit: 6 dias 7 minutos atrás by Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa).

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