ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

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1 ano 4 semanas atrás - 1 ano 4 semanas atrás #274 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CAPÍTULO V - O cuidado ao falar


Introdução


Certa vez, Zenon, um pensador clássico, disse que temos dois ouvidos e uma boca por um simples motivo: para que possamos ouvir mais e falar menos. Por mais que essa ideia para muitas pessoas seja engraçada, traz uma realidade importante para a nossa vida: Precisamos aprender a controlar melhor o nosso tempo gasto com essas atitudes inerentes da nossa natureza: ouvir e falar.


Leitura Bíblica em Classe


“Assim, meus queridos irmãos, tende estes princípios em mente: Toda pessoa deve estar pronta para ouvir, mas tardio para falar e lento para se irar.”

Tiago 1.19



O Ato de ouvir


Por meio da audição, podemos captar informações que influenciarão nossas vidas. Um toque de corneta pode conduzir uma tropa inteira. Um discurso inflamado pode trazer uma revolução. O ato de ouvir implica a posterior tomada de decisão. Ouvir as palavras certas das pessoas certas faz muita diferença


O Ato de falar



Falar é um presente de Deus. Pode exprimir nossas opiniões, desejos e anseios não apenas é uma dádiva, mas também exige uma grande responsabilidade, pois nossas palavras podem tanto edificar vidas quanto podem também destruí-las. Por isso, é necessário ter responsabilidade com aquilo que falamos.

Nossas palavras devem acompanhar nossas atitudes. Deus não nos impede de falar, mas pede que o façamos de forma coerente e com sabedoria. Lembre-se do conselho de Provérbios 13.3: “A pessoa que consegue guardar sua boca preserva a própria vida, todavia quem fala sem refletir acaba se arruinando”.


Acautelando-se da ira


Irar-se é uma das coisas mais simples do mundo. Basta que nos deparemos com alguma adversidade que nos impeça de realizar certos planos, ou alguma situação que aos nossos olhos seja injusta.

A ira é uma obra da Carne. Ela tem tendência de despertar as reações mais terríveis no ser humano. Uma pessoa irada age de uma forma que não agiria se estivesse em seu juízo perfeito.

A ira da qual Tiago fala está vinculada com o ato de ouvir e falar: “...Toda pessoa deve estar pronta para ouvir, mas tardio para falar e lento para se irar. Porque a ira do ser humano não é capaz de produzir a justiça de Deus.” (Tiago 1.19b, 20) . Pessoas que falam muito, tendem a errar muito, e pessoas iradas costumam destilar raiva e ódio em suas palavras.

Deus tem seus próprio senso de justiça, e ele em nada se parece com o nosso. Isso pode nos parecer injusto, mas precisamos aprender a confiar em Deus e em sua justiça.


Que Deus possa trazer ao coração de cada um o discernimento necessário. Até a próxima semana, Deus abençoe.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

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1 ano 3 semanas atrás - 1 ano 3 semanas atrás #282 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CAPÍTULO VI - A verdadeira fé cristã não faz acepção de pessoas


Um dos pecados mais comuns, até mesmo entre alguns ditos cristãos, tem sido a acepção de pessoas, isto é, a discriminação de uma pessoa por causa de sua condição financeira, da sua posição social ou da sua aparência. A acepção de pessoas trata-se de uma atitude absolutamente anticristã, como veremos com detalhes neste capítulo.


Leitura Bíblica em Classe
Tiago 2.1-13


“Caros irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façais acepção de pessoas, tratando-as com preconceito ou parcialidade. Se, por assim dizer, entrar na vossa sinagoga, algum homem com anéis de ouro nos dedos, trajando roupas caras, e, ao mesmo tempo, entrar uma pessoa pobre, vestindo roupas velhas e sujas, e tratardes com atenção especial ao homem bem trajado e o honrardes dizendo: “Eis aqui um lugar digno da tua pessoa. Assenta, pois”, mas disserdes ao pobre: “Tu, podes ficar ali em pé!” ou “Assenta-te no chão, próximo ao estrado onde ponho os meus pés”, não fizestes discriminação preconceituosa e vos tornastes como juízes que usam critérios perversos? Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do Reino que Ele prometeu aos que o amam? Contudo, vós tendes menosprezado o pobre. E não são os ricos que vos oprimem? Não são eles que vos arrastam para os tribunais? Não são os ricos que blasfemam o bom nome que sobre vós foi invocado? Se vós, entretanto, observais a Lei do Reino, como está registrada na Escritura e que ordena: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, então estareis agindo corretamente; se, todavia, tratais as pessoas com parcialidade, estareis incorrendo em pecado e sereis condenados pela Lei como transgressores. Porquanto, quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas uma das suas ordenanças, torna-se culpado de quebrá-la integralmente. Pois Aquele que proclamou: “Não adulterarás”, também ordenou: “Não matarás”. Ora, se não adulteras, porém cometes um assassinato, te tornaste da mesma forma, transgressor da Lei. Falai e procedei com todos, como quem haverá de ser julgado pela lei da liberdade; pois será exercido um juízo sem misericórdia sobre quem também não usou de compaixão. A graça triunfa sobre o juízo! As atitudes demonstram a fé”.



Quando a acepção de pessoas era a regra


Nenhum cristão pode-se se dizer verdadeiramente um cristão se vive favorecendo ou desprezando as pessoas devido a condição social delas. Há vários textos na Bíblia que ressaltam esse pecado, porém, sem dúvida alguma, a passagem bíblica mais marcante e enfática sobre esse assunto é a que abre o capítulo 2 da Epístola de Tiago. Ao ser lida hoje, a referida passagem chama a atenção pela sua contundência, porém é preciso frisar que, na época em que Tiago a escreveu, ela soou ainda mais contundente do que hoje. Isso porque, nós, ocidentais, apesar do processo cada vez mais avançado de descristianização da sociedade ocidental, ainda podemos perceber o horror em tal atitude. Só que, nos tempos de Tiago, a cultura era totalmente outra, bem distinta da nossa.

O mundo, na época de Tiago, era caracterizado por profundas divisões sociais que eram aceitas normalmente pela maioria esmagadora da sociedade. Naquela época, agir com humildade era manifestação de fraqueza, não de virtude; e fazer distinção de pessoas por aparência ou por condições financeiras ou socioeconômicas era visto como algo absolutamente natural. Logo a mensagem cristã, ao ser proclamada, teria um impacto enorme na sociedade de então.

Ainda que possa-se afirmar, com certeza, que houve, e hoje eventualmente ainda há, falhas morais, entre aqueles que professam a fé cristã, contudo, mesmo os mais críticos quanto ao Cristianismo não podem deixar de afirmar que se o mundo não se deixasse impregnar minimamente pelo valores judaico-cristãos, seria moralmente muito pior.

Razões para não fazer acepção de pessoas


Em primeiro lugar, fazer acepção de pessoas é desonrar a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Deus encarnado, que nunca fez acepção de pessoas. Aliás, a Bíblia diz que Deus não olha a aparência, mas o coração das pessoas (1 Sm 16.7).

Em segundo lugar, a Bíblia diz que a nossa motivação em tudo o que fazemos deve ser o amor, razão pela qual Tiago lembra a Lei Real (Tg 2.Cool, isto é, a Lei do Reino de Deus: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”.

Em terceiro lugar, Tiago cita a acepção de pessoas no início do capítulo 2 como exemplo de algo oposto a verdadeira religião, que é apresentada de forma sintética no final do capítulo 1.

Em quarto lugar, especialmente sobre o tratamento dado aos pobres, Tiago lembra que aos pobres deste mundo também foi dado conhecer o Reino de Deus e o privilégio de serem filhos do Rei, devendo antes serem tratados da mesma forma, com a mesma dignidade, com que são tratados os irmãos não pobres.

Observemos portanto nosso viver, se temos praticado a acepção de pessoas, conscientes de que esta não é uma atitude cabível na vida daqueles que querem verdadeiramente seguir o evangelho.

Que Deus possa trazer ao coração de cada um o discernimento necessário. Até a próxima semana, Deus abençoe.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
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Conde de Mompean
Barão de Lille

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1 ano 2 semanas atrás #295 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CAPÍTULO VII - A fé se manifesta em obras


Falar de fé implica diversos fatores. Ela precisa ter um conjunto de valores que estejam conjugados de forma doutrinária, um modelo de culto e uma forma de interação entre as pessoas que dessa fé participam. Mas a fé também precisa ser prática, ou seja, precisa ser demonstrada no dia a dia de seus crentes. E a fé cristã não pode ser resumida em um conjunto de preceitos sem prática, ou será morta.


Leitura Bíblica em Classe

Tiago 2.14-17



De que adianta, meus caros irmãos, alguém proclamar sua fé, se não tem obras? Acaso essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem necessitados de roupa e passando privação do alimento de cada dia, e qualquer dentre vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos e comei até satisfazer-vos”, porém sem lhe dar alguma ajuda concreta, de que adianta isso? Desse mesmo modo em relação a fé: por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.



O Cristão e a caridade



Somos chamados para a prática de boas obras, e essas boas obras devem ser manifestas às pessoas próximas de nós. O exemplo apresentado por Tiago traz um homem ou uma mulher que estão padecendo necessidades básicas, como falta de roupas e falta de alimentação.

Talvez aqueles crentes esperassem que Deus interviesse de forma sobrenatural na vida dos necessitados, enviando maná e codornizes, ou quem sabe trazendo água, carne e pão. E Deus age desta forma? Claro que não. Deus pode fazer milagres, mas deixou claras orientações para sermos misericordiosos com os menos favorecidos e os auxiliemos. Deus é sim o Deus do impossível, mas não é o Deus do absurdo. O que nós podemos fazer Ele não vai fazer, pois espera que o obedeçamos e façamos a nossa parte.


A caridade é uma demonstração de fé


A caridade é uma forma de demonstração da fé cristã. Essa forma de demonstração jamais nos permitirá ser indiferentes à pessoas que estão necessitadas de recursos.

Que Deus nos ajude não apresentar ao mundo uma fé cristã morta, indiferente às necessidades do próximo. Que a caridade Cristã seja um diferencial na nossa vida e na vida das pessoas que vamos socorrer, lembrando-nos de que nós mesmos poderíamos estar no lugar deles, e que se isso ocorresse, gostaríamos de receber a ajuda que podemos oferecer.

Que Deus possa trazer ao coração de cada um o discernimento necessário. Até a próxima semana, Deus abençoe.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
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1 ano 1 semana atrás #309 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CAPÍTULO VIII - O Cuidado com a Língua


Usando como gancho o fato de que mesmo os mestre são passíveis de erro, Tiago insere o tema da língua, ao falar do “tropeço da palavra”, isto é, o tropeço da fala.


Leitura Bíblica em Classe

Tiago 3.1-12



Caros irmãos, não vos torneis muitos de vós mestres, porquanto sabeis que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor. Afinal, todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não peca no falar, tal pessoa é perfeita, sendo igualmente capaz de dominar seu próprio corpo. Ora, ao colocarmos freios na boca dos cavalos, para que eles nos obedeçam, conseguimos controlar o animal todo. Observai, por exemplo, os navios: embora sejam de grande porte e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, de acordo com a vontade do piloto. Do mesmo modo a língua é um pequeno órgão do corpo, no entanto se vangloria de grandes realizações. Vede como um bosque imenso pode ser incendiado apenas por uma fagulha. Semelhantemente, a língua é fogo; é um mundo de iniquidade; a língua está localizada entre os órgãos do nosso corpo, e pode contaminar a pessoa por inteiro, e não somente põe completamente em chamas o curso da nossa existência, como acaba, ela mesma, incendiada pelo inferno. Pois toda espécie de feras, aves, répteis e criaturas marinhas é possível domar e, de fato, tem sido domada pelos seres humanos; a língua, contudo, nenhuma pessoa consegue dominar. É um mal incontrolável, cheia de veneno mortal. Com a língua bendizemos o Senhor e Pai, porém com ela amaldiçoamos nossos semelhantes, criados à imagem de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus queridos irmãos, isso não está certo! Acaso pode, uma mesma fonte, jorrar água potável e água salobre? Ora, meus irmãos, é possível que uma figueira produza azeitonas ou uma videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode jorrar água doce. Cultivemos a sabedoria dos céus.


O poder da língua


Para realçar diante de seus leitores o poder da língua, o apóstolo usa duas metáfora: a do freio de cavalos e a do leme do navio. As duas ilustrações evidenciam como esses dois objetos menores, essas pequenas partes de um todo, têm o poder de influenciar completamente o todo, de direcionar e dirigir todo o conjunto.

Os mestres já não estão em foco. O fato de também tropeçarem na fala como qualquer pessoa é que foi usado como gancho. Ou seja, Tiago já não está dirigindo à questão dos mestres, mas a um problema que todos os crentes enfrentam individualmente: a necessidade de controlarem suas línguas, de serem bons mordomos do que falam.


A capacidade de destruição da língua


O apóstolo lembra que a língua é fogo. A forte imagem que ele apresenta nos versículos 5 e 6, ao comparar a língua com um pequeno fogo que incendeia um bosque, objetiva justamente enfatizar o resultados trágicos de uma língua fora de controle. Ela é extremamente destrutiva. Nesse caso, é uma língua que não tem freio, que não é controlada pela pessoa.


A língua só pode ser domada pela ação do Espírito Santo


O apóstolo Tiago afirma que embora os animais mais bravos possam ser domados pelo homem, a sua própria língua não pode ser domada por ele. Ele assevera claramente que a língua é um mal que não se pode frear. Ou seja, não adianta tentarmos, por nossas próprias forças, domarmos a nossa língua. Então como fazê-lo? A Palavra de Deus é clara: somente pela ação do Espírito Santo.


Pronto para ouvir e tardio para falar


Na vida cristã, não deve haver tagarelice e falas imprensadas. O cristão deve saber ouvir, ele deve estar sempre pronto para ouvir as pessoas. Além disso, o cristão não deve ser “pavio curto”, irritadiço, impaciente, intemperante. Ele deve ser longânimo, uma qualidade do fruto do Espírito. Devemos evitar ao máximo a irritação, quando ela chegar, ela deve passar rápido.


Que Deus possa trazer ao coração de cada um o discernimento necessário. Até a próxima semana, Deus abençoe.

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1 ano 1 dia atrás - 11 meses 3 semanas atrás #319 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CAPÍTULO IX - A Verdadeira Sabedoria se manifesta na prática

Tiago aborda em sua carta diversos assuntos, e entre eles, a sabedoria tem um espaço de destaque. Desta vez, o apóstolo qualifica as características da sabedoria, além da maneira como devemos demonstrá-la.


Leitura Bíblica em Classe
Tiago 3. 13 a 18



Quem, dentre vós, é sábio e tem verdadeiro entendimento? Que o demonstre por seu bom proceder cotidiano, mediante obras praticadas com humildade que têm origem na sabedoria. No entanto, se abrigas em vosso coração inveja, amargura e ambição egoísta, não vos orgulheis disso, nem procureis negar a verdade. Porquanto, esse tipo de sabedoria não vem dos céus, mas é terrena; não é celestial, mas demoníaca. Pois, onde existe inveja e rivalidade, aí há confusão e todo tipo de atitudes maléficas. Porém, a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura, repleta de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem hipocrisia. Ora, a justiça é a colheita produzida por aqueles que semeiam a paz.



A conduta demonstra que tipo de sabedoria temos

A sabedoria não se mostra com discursos. Um cristão desejoso de crescer na vida cristã certamente privilegia a palavra falada e escrita. Lemos a Bíblia e ouvimos as pregações em nossas igrejas, e cremos que os discursos são elementos de comunicação que atingem a sua finalidade: convencer pessoas e motivá-las a que tenham atitudes que agradem a Deus.

Entretanto, devemos nos lembrar de qe a sabedoria não é demonstrada apenas em nossos discursos, mas também em nossas atitudes. Palavras, como diz a sabedoria popular, o vento leva. Entretanto, atitudes, falam mais alto do que nossas próprias palavras e ficam marcadas em nossas vidas.

Deus espera ver em nós atitudes condizentes com o que ensinamos e pregamos, para que a mensagem do evangelho seja não apenas um conjunto de palavras bem sentadas, mas acima de tudo, o poder de Deus manifesto em nossas vidas, moldando-nos de acordo com a sua vontade de mostrando ao mundo a diferença que Deus faz.


As qualidades da verdadeira sabedoria


A sabedoria tem características específicas, e pela forma como estão descritas, entendemos que são demonstradas na prática do dia a dia.

Ela é moderada. Moderação é sinônimo de equilíbrio. Nesse sentido, nossas atitudes precisam ser da mesma forma conduzidas pela imparcialidade e capacidade de manter-nos isentos. Deus não é parcial, e espera de que sua sabedoria manifesta em nós siga esse mesmo modelo.

Ela é cheia de misericórdia. O homem sábio tende a ser misericordioso. Ele sabe que Deus é misericordioso com nossas falhas e está pronto a oferecer seu perdão.

Ela é cheia de bons frutos. A sabedoria é vista não apenas em uma única característica, mas em várias. Os frutos são o produto final de uma semente que foi plantada, germinou e cresceu, e que depois de multiplicou em várias outras sementes. Os frutos não aparecem de um dia para outro; precisam de tempo para crescer, e quando amadurecidos, podem dar continuidade à vida.

Ela é sem hipocrisia. A falsidade e o fingimento não acham lugar dentro do coração da pessoa sábia, pois tal pessoa sabe que a hipocrisia pode atrapalhar o relacionamento com Deus e com o próximo.

Esse é o padrão de Deus na demonstração de sua sabedoria. Que assim possamos ser, para realmente fazer um diferencial no Reino de Deus neste mundo.

Que Deus possa trazer ao coração de cada um o discernimento necessário. Até a próxima semana, Deus abençoe.

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11 meses 3 semanas atrás #333 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
CAPÍTULO X - O perigo da busca da autorrealização humana

Ao falar, no final do capítulo 3, sobre a sabedoria que vem do Alto, o apóstolo contra-a com a falsa sabedoria, que se baseia na amarga inveja e no sentimento faccioso. Prosseguindo então neste raciocínio, Tiago começa o capítulo 4 falando sobre a origem dos conflitos entre as pessoas, e dos males do orgulho humano.

Ora, não poucas vezes somos tentados a culpar as pessoas ou a situação à nossa volta pelos conflitos, mas Tiago é claro quanto a origem real das disputas e conflitos: tudo começa dentro de nós.


Leitura Bíblica em Classe:


De onde vêm as batalhas e os desentendimentos que há entre vós? De onde, senão das paixões que guerreiam dentro de vós. Cobiçais e nada tendes. Matais e invejais, porém não conseguis obter o que desejais; viveis a brigar e a promover contendas. Todavia, nada conquistais, porque não pedis. E quando pedis não recebeis, porquanto pedis com a motivação errada, simplesmente para esbanjardes em vossos prazeres.


Tiago 4. 1 a 3



A real motivação


A reflexão para a qual a repreensão de Tiago nos eva diz respeito à necessidade de analisarmos nossas reais motivações. Ou seja, o que o apóstolo está afirmando é que o verdadeiro cristão não é fonte de conflitos porque entende a necessidade de harmonizar os seus desejos com a santidade de Deus; ele harmoniza as suas motivações com o que é santo. Em outras palavras, não basta que nossos alvos sejam bons; nossas motivações também têm que ser boas. Elas devem refletir a nossa comunhão com Deus, que é santo.

Nenhuma motivação é correta se não se baseia no amor cristão. Outro parâmetro para avaliação das nossas motivações, é a busca da glória de Deus. As Escrituras dizem que, em tudo o que fazemos, devemos buscar a glória d’Ele acima de tudo.


Os fins não justificam os meios


Em segundo lugar, a repreensão de Tiago nos aponta para a necessidade de não apenas refletirmos sobre nossas motivações, mas também sobre os que meios que utilizamos para chegar os fins que almejamos.

Não há problema em desejarmos realizar coisas ou mesmo buscarmos uma realização pessoal, contanto que o tipo de realização que procuramos não seja pecaminosa em si mesma e que também as nossas motivações e os meios pelos quais objetivamos alcançar essas realizações também não sejam pecaminosas, mas completamente sadios.


Sejamos pois sensíveis a ação do Espírito, meditando sobre quais tem sido nossas motivações e principalmente os meios que temos empregado na busca de nossos projetos pessoais. Se para alcançar aquilo que queremos temos que pecar, isto é um sinal de alerta para que nos atentemos ao fato de que nossos desejos podem estar nos afastando de Deus.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
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