ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Mais
4 meses 2 semanas atrás #765 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 6: O exemplo pessoal na educação dos filhos

TEXTO ÁUREO
“O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele.”
Provérbios 20.7




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Provérbios 4.1-9.




1 - Ouvi, filhos, a correção do pai e estai atentos para conhecerdes a prudência.

2 - Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei.

3 - Porque eu era filho de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe.

4 - E ele ensinava-me e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração; guarda os meus mandamentos e vive.

5 - Adquire a sabedoria, adquire a inteligência e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.

6 - Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te conservará.

7 - A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento.

8 - Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.

9 - Dará á tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.



INTRODUÇÃO


Nas lições anteriores, vimos que a expressão “ouve filho meu” soa como um refrão no livro de Provérbios. É o apelo de um pai amoroso, ensinando ao filho as regras do bom viver. É a partir de um conjunto de valores, já padronizado, que o pai assim o faz. Entretanto, sua preocupação não é despejar sobre o filho um código de regras, mas ensinar valores que o prepararão para a vida. Para isto, ele utilizará o exemplo, mostrando que a atitude fala muitas vezes mais alto que as palavras!


A IMPORTÂNCIA DOS LIMITES


Satisfazendo necessidades, não vontades.



Um princípio utilizado no treinamento de líderes, e que tem se mostrado bastante eficaz, é a máxima de que “liderar é satisfazer necessidades, não vontades”. No universo educacional, o princípio torna- se ainda mais forte e verdadeiro.

Todo pai deve saber que o filho, especialmente se ainda é criança, deseja que suas vontades sejam imediatamente satisfeitas. Mas de que realmente a criança necessita? Embora queira comer só doces, ela precisa de uma alimentação balanceada para ter um crescimento saudável. É para isso que aponta a sabedoria de Provérbios 29.15. Portanto, estabeleçamos limites às crianças, não apenas quanto à alimentação, mas principalmente acerca dos valores morais e espirituais.


Presença versus Agressão.


Os educadores descrevem como referências negativas, na educação da criança, a figura do “pai ausente” e a da “mãe superprotetora”. O pai ausente é omisso na educação de seus filhos. Evitando o diálogo, vale-se de métodos agressivos para impor-lhes a sua autoridade. Ele fala sempre aos gritos. O autor dos Provérbios, porém, exorta-nos a ensinar a criança no caminho em que deve andar, mas não aos gritos, nem utilizando-se de violência (Pv 22.6).

A mãe superprotetora, por seu turno, temendo produzir algum trauma na formação da criança, acaba por não corrigi-la. Não é isso o que as Escrituras ensinam: o pai e mãe são os responsáveis pela disciplina dos filhos, e não podem fugir a esse dever (Pv 13.24).


ENSINANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO (VALORES)



Ética da personalidade


Hoje, mais do que nunca, necessitamos educar nossas crianças, tomando por base os valores morais e espirituais da Bíblia Sagrada. A ética ensinada pelas escolas seculares e pela mídia é relativista e permissiva. O que conta não é o ser e sim o ter. Com isso, nossos filhos ficam completamente desprotegidos diante das armadilhas deste mundo, por não terem ainda a noção do certo e do errado, conforme destaca Salomão em Provérbios 7.6,7. Nessa passagem, deparamo-nos com a triste figura do jovem simples e desprotegido diante da sedução do mundo.

Algumas questões precisam ser elucidadas nesse texto. A palavra “simples”, traduzida do hebraico pethy, refere-se a uma pessoa tola e ingênua. O termo hebraico leb traduzido por “coração”, “ser interior” ou “juízo”, é usado para descrever o caráter moral do indivíduo. O que faltou ao jovem de Provérbios 7 foi exatamente a noção de valores morais bem demarcados. O resultado não poderia ser outro: ele caiu nas garras do pecado. Não permitamos, pois, que o mesmo ocorra com os nossos filhos. Vamos instruí-los enquanto é tempo.


Ética do caráter



A ética coloca os valores no lugar onde eles devem estar. A ideia, aqui, é educar a pessoa, tomando por base os valores ensinados na Bíblia. O mais importante não são os sentimentos, mas o comportamento. Não é a sensibilidade, mas o compromisso com a atitude correta a se tomar. É exatamente isso que Salomão diz ter herdado do seu pai e o mesmo objetiva transmitir ao seu “filho” (Pv 4.3,4).



EDUCAÇÃO INTEGRAL



Desenvolvimento mental


Provérbios mostra o quanto é importante os mais jovens serem treinados para que tenham o discernimento adequado para a vida. Por isso, Salomão mostra os frutos desse treinamento: sabedoria, disciplina, sensatez, justiça, direito, retidão, habilidade, prudência, conhecimento e reflexão.

Todo esse aprendizado valia-se de uma técnica apurada de memorização, visando preparar integralmente o jovem à vida. Por conseguinte, inclinemos o coração ao entendimento (Pv 2.2). Atemos a benignidade ao pescoço, escrevemo-la na tábua do coração (Pv 3.3) e guardemos a instrução no lugar mais íntimo do ser (Pv 4.21).


Desenvolvimento moral



A preocupação do sábio com o desenvolvimento moral e espiritual do aprendiz é claramente demonstrada em sua insistência em educá-lo, tomando por base a justiça, o direito e a retidão. Isso pode ser visto, quando Salomão destaca a prática da justiça (Pv 22.22,23), os bons princípios (Pv 22.28; 23.10,11), a instrução e a disciplina (Pv 23.13; 14.22-25), a prudência nas relações sociais (Pv 23.6-8) e o exercício da misericórdia (Pv 24.11,12).




CONCLUSÃO



Num momento em que os modelos educacionais experimentam uma grave crise de valores, é urgente estudarmos o livro de Provérbios, a fim de extrairmos preciosas lições à educação dos nossos jovens, adolescentes e crianças.

Não podemos consentir que a cultura deste século inocule, em nossos filhos, o veneno de um ensino permissivo e contrário aos valores da Bíblia Sagrada. Preservemos o que os nossos pais na fé construíram e, com muito sacrifício, deixaram-nos como legado espiritual e moral.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Os seguintes usuários agradeceram: Ivysson Januzzi Logos (Ivysson)

Por favor Acessar ou Registrar para participar da conversa.

Mais
4 meses 1 semana atrás #775 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 7: Contrapondo a arrogância com a humildade

TEXTO ÁUREO
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”

Provérbios 16.18




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Provérbios 8.13-21




13 - O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa aborreço.

14 - Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento, minha é a fortaleza.

15 - Por mim, reinam os reis, e os príncipes ordenam justiça.

16 - Por mim governam os príncipes e os nobres; sim, todos os juízes da terra.

17 - Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão.

18 - Riquezas e honra estão comigo; sim, riquezas duráveis e justiça.

19 - Melhor é o meu fruto do que o ouro, sim, do que o ouro refinado; e as minhas novidades, melhores do que a prata escolhida.

20 - Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.

21 - Para fazer herdar bens permanentes aos que me amam e encher os seus tesouros.



INTRODUÇÃO


A humildade, a honra e a coragem são a base do bom relacionamento entre as pessoas. Mas a arrogância, a desonra e a covardia são a causa de inimizades e conflitos. Nesta lição, veremos a relação entre a humildade e a arrogância à luz de alguns contrastes bastante didáticos e ilustrativos: o sábio e o insensato, o justo e o injusto, o rico e o pobre, o príncipe e o escravo.

Em qual grupo você se encontra? É hora de aplicarmos à nossa vida as preciosas lições do livro de Provérbios.


O JUSTO VERSUS O INJUSTO


Justiça e humildade.



Em Provérbios, a humildade e a justiça são inseparáveis. Ali, o princípio de vida proposto pelo sábio é simples: quem é justo deve agir com humildade, quem é humilde deve agir com justiça. Salomão, ainda bem jovem, pediu humildemente sabedoria a Deus para governar Israel com justiça (1Rs 3.7-10). Ele queria que a justiça alcançasse todo o seu reino (Pv 1.1-3).

A pessoa humilde e justa sabe que a justiça vem diretamente de Deus (Pv 29.26). Por isso, ela deve ser amorosa e sabiamente exercitada.

Injustiça e arrogância


A insensatez e a arrogância são categorias morais que aparecem associadas à prática da injustiça. Nenhum arrogante agirá com humildade e tampouco o injusto procederá com justiça. O arrogante possui uma escala de valores distorcida e não se dá conta dos malefícios das suas ações. O pior é que ele não possui humildade para reconhecer o fato.
A palavra hebraica para “arrogante” é gabahh, que significa orgulhoso, alto e exaltado. Por outro lado, o termo hebraico traduzido como “humildade” vem da raiz de um vocábulo que significa afligir, oprimir e humilhar. Na prática, a Bíblia nos mostra que quem se sente acima dos outros pode ser tentado a pisá-los, oprimí-los e humilhá-los, e essas são atitudes impensáveis para um servo de Deus.


O RICO VERSUS O POBRE



Riqueza e arrogância



Uma primeira leitura de Provérbios deixa claro que Deus condena tanto a riqueza adquirida por meios injustos, como a pobreza gerada pela preguiça. Por isso, a riqueza pode ser fruto da justiça, e a pobreza, às vezes, resultado da indolência e do ócio (Pv 28.19,20; 29.3). Ninguém, portanto, deve ser elogiado meramente por ser pobre nem tampouco estigmatizado por ser rico.
Salomão, contudo, sabe que os muitos bens do rico podem levá-lo à prepotência e à arrogância (Pv 18.23).

Pobreza e humildade



Devemos considerar, também, que há um tipo de pobreza que é resultado de um determinado contexto sócio-histórico (Pv 28.6). Em Provérbios é evidente que os sábios demonstram uma preferência pelo pobre. Este, mesmo não tendo uma vida econômica confortável, age com integridade e justiça (Pv 28.11). Tal pobre é identificado como sábio, pois ele sabe que os valores divinos são melhores que as riquezas (Pv 22.1; 23.5).


O PRÍNCIPE VERSUS O ESCRAVO



Realeza: arrogância e humildade


Quando o livro de Provérbios foi escrito, a nação de Israel era uma monarquia. Nesta, a figura do rei recebe destaque especial. Em Israel, isso não seria diferente. Salomão era rei e sabia que, para governar, precisava da sabedoria divina, a fim de discernir entre o bem e o mal (1Rs 3.1-10). A sabedoria (Pv 17.7) e a sobriedade (Pv 31.4) são elementos indispensáveis ao rei para exercer a justiça e promover o bem-estar social de seu povo (Pv 29.4).

O governante que teme a Deus dará mais atenção ao pobre e ao humilde. Agindo assim, será abençoado perpetuamente (Pv 29.14). Mas o que não teme ao Senhor procederá arrogante e perversamente (Pv 29.2).

Escravidão: humildade e realeza



A verdade de Provérbios 17.2 se cumpriu quando Jeroboão, servo de Salomão, tornou-se príncipe das dez tribos do Norte de Israel (1Rs 12.16-25). Mas um sentido metafórico e interessante para destacarmos nesse texto é que as pessoas provenientes de uma condição humilde, quando agem com prudência, sobressaem-se aos arrogantes. Os que, porém, desprezam a humildade, quando chegam ao topo agem como os soberbos.

Um ditado popular descreve isso com precisão: “Dê poder ao homem e você saberá o seu verdadeiro caráter”. Tudo é uma questão de princípios, de atitudes e de caráter. Para que este se forme no indivíduo não depende da sua classe social, mas dos valores que lhe são germinados desde a mais tenra idade. Tudo é uma questão de princípios e de atitudes!

Que o pobre, ao tornar-se rico, não se esqueça de sua origem. Os seus valores lhe dirão o que ele se tornará: uma pessoa arrogante e egoísta ou alguém compassivo e generoso.



CONCLUSÃO



Na presente lição, vimos os contrastes entre o sábio e o insensato, entre o justo e o injusto, entre o rico e o pobre e entre o príncipe e o escravo. Estudamos também que a humildade ou a arrogância distinguirão uma pessoa da outra. A Bíblia nos orienta a cultivarmos a virtude da humildade e a rejeitarmos a arrogância, pois “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes” (Tg 4.6).

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Os seguintes usuários agradeceram: Ivysson Januzzi Logos (Ivysson)

Por favor Acessar ou Registrar para participar da conversa.

Mais
4 meses 5 dias atrás #797 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 8: A mulher virtuosa

TEXTO ÁUREO
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins”

Provérbios 31.10




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Provérbios 31.10-21,23-29




10 - (Álef) Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubins.

11 - (Bete) O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará.

12 - (Guímel) Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.

13 - (Dálete) Busca lã e linho e trabalha de boa vontade com as suas mãos.

14 - (Hê) É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.

15 - (Vau) Ainda de noite, se levanta e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.

16 - (Zain) Examina uma herdade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.

17 - (Hete) Cinge os lombos de força e fortalece os braços.

18 - (Tete) Prova e vê que é boa sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.

19 - (Jode) Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca.

20 - (Cafe) Abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos.

21 - (Lâmede) Não temerá, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada.

23 - (Nun) Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra.

24 - (Sâmeque) Faz panos de linho fino, e vende-os, e dá cintas aos mercadores.

25 - (Ain) A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro.

26 - (Pê) Abre a boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua.

27 - (Tsadê) Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça.

28 - (Cofe) Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo:

29 - (Rexe) Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior.



INTRODUÇÃO


A poesia de Provérbios 31 é uma das mais belas de toda a literatura universal. Este inspirado poema, além de mostrar o verdadeiro valor da mulher, evidencia as virtudes morais e espirituais que a fazem virtuosa. Tal mulher contrasta-se fortemente com a vil apresentada em Provérbios 11.22.

Ao contrário da virtuosa, a vil é desprovida das virtudes. A formosura da mulher virtuosa é de natureza ética; a da vil é de caráter meramente estético. A mulher virtuosa prioriza os valores interiores e faz de Deus a fonte de tudo o quanto ela é e representa. Por isso, a mulher virtuosa é tida por honrada!

A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA


Tem a confiança e o respeito do marido.



As bases do relacionamento conjugal são a confiança e o respeito mútuo, pois a fidelidade é um dos pilares do casamento. Onde impera a desconfiança e o desrespeito, o casamento está fadado ao fracasso. Acerca da mulher virtuosa, a Palavra de Deus é clara: “O coração do seu marido está nela confiado” (Pv 31.11). Além de significar “confiar”, a palavra hebraica batachtambém expressa as ideias de “sentir-se seguro” ou “estar despreocupado”.


Tem a admiração e o reconhecimento do marido.


Uma das formas de se demonstrar amor no casamento é reconhecer a importância e o valor do cônjuge. Esse reconhecimento deve ser expresso por atitudes e palavras. Enquanto os homens são movidos pelo que veem, as mulheres respondem melhor pelo que ouvem! Por isso é importante que o esposo elogie sua esposa sempre.

Não adianta você dizer que as suas atitudes demonstram que você realmente a ama. É preciso declarar e falar que você a ama. Se a mulher de Provérbios 31 é virtuosa, o seu marido também o é. Ele expressa isso em palavras (v.29). Ele sabe que a sua esposa é virtuosa e não sente vergonha em dizer! O marido da mulher virtuosa deve tecer-lhe elogios tanto no lar quanto em público. Mas o homem que destrata sua esposa arruína o casamento e peca contra Deus (1Pe 3.7).

A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE



É educadora.



Em Provérbios 31.25, duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa: “Força e dignidade são os seus vestidos [ARA]”. A palavra hebraica ‘oz, traduzida como força, é apresentada no texto bíblico com sentido literal e figurado. Figuradamente, descreve a segurança experimentada pelos justos (Sl 62.7; Pv 18.10). Por outro lado, o termo “dignidade”, do hebraico hadar, significa ornamento e honra. A poesia expõe os valores morais que a mulher virtuosa veste. Ela é segura, confiante e digna. Estes são os valores nos quais, como mãe, ela educará seus filhos.

É afetuosa


Uma das grandes causas da delinquência juvenil pode ser encontrada na ausência de afetividade na infância. Se os filhos da mulher virtuosa “levantam-se [...] e chamam-na bem-aventurada” (Pv 31.28) é porque ela sempre lhes deu afeto e atenção. Afeto gera afeto! Infelizmente, muitos pais não demonstram carinho algum pelos filhos. A rispidez e os xingamentos estão presentes na “educação” deles! Como será o futuro dessas crianças que, diariamente, são tratadas dessa forma por seus pais?


A MULHER VIRTUOSA COMO TRABALHADORA



É dona de casa


Foi realizada nos Estados Unidos, há algum tempo, uma pesquisa envolvendo altas executivas. A pesquisa queria saber o que as faziam sentir-se realizadas como mulher. O resultado foi surpreendente: a maioria respondeu que a sua maior realização estava em ser esposa, mãe e dona de casa.

A mulher virtuosa ama os afazeres domésticos e tudo faz para cumprir com excelência a sua missão (v.27). Mas sempre que necessário, o marido pode ajudá-la nos afazeres domésticos. Dessa forma, estará demonstrando, na prática, a sua gratidão à esposa. A mulher virtuosa tem o seu trabalho devidamente reconhecido na Bíblia, e o mesmo reconhecimento deve ser dado pelo seu esposo.

É empreendedora



A missão da mulher moderna é bem complexa: esposa, mãe, dona de casa, trabalhadora e empreendedora. Além das tarefas domésticas, muitas vezes precisa trabalhar fora para complementar a renda da família, tendo uma jornada de trabalho repleta de atividades.

Nesse aspecto, o esposo sábio pode contribuir auxiliando a esposa em suas atividades. Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, ele também pode auxiliar em algumas tarefas dentro de casa, inclusive honrando-a com alguns momentos em que ela poderá descansar.

A MULHER VIRTUOSA COMO SERVA DE DEUS


Dá um bom testemunho


Em Provérbios 14.1, há um forte contraste entre duas mulheres: a sábia e a tola. Esta, por sua conduta, destrói o seu lar. Mas aquela, através de seu bom testemunho, edifica a sua casa. Muitos são os casamentos fracassados e desfeitos devido à falta de sabedoria, prudência e sensatez de algumas mulheres. O marido da mulher tola pode ser considerado como um homem sofredor e infeliz. Mas o esposo da mulher virtuosa é estimado entre as autoridades e honrado “quando se assenta com os anciãos da terra” (Pv 31.23).

É temente a Deus


Tudo o que é testemunhado acerca da mulher virtuosa só é possível porque ela teme ao Senhor (Pv 31.30). O temor a Deus faz dela uma mulher estimada dentro e fora do lar (Pv 1.7).

CONCLUSÃO



Em um mundo onde os valores estéticos são mais importantes do que os éticos, as virtudes acabam sendo ignoradas. Tal inversão de valores produz consequências danosas à sociedade e principalmente à família. Mas a mulher virtuosa preserva o seu lar através de suas singulares virtudes espirituais e morais. Por isso, ela é honrada por todos. Que as servas do Senhor passem a cultivar com mais zelo as virtudes que a Bíblia expõe de maneira tão bela e clara em Provérbios 31.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Os seguintes usuários agradeceram: Ivysson Januzzi Logos (Ivysson)

Por favor Acessar ou Registrar para participar da conversa.

Mais
3 meses 4 semanas atrás #806 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 9: O tempo para todas as coisas

TEXTO ÁUREO
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”

Eclesiastes 3.1




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Eclesiastes 3.1-8




1 - Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:

2 - há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

3 - tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;

4 - tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar;

5 - tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

6 - tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;

7 - tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;

8 - tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

INTRODUÇÃO


Muitos filósofos denominam os nossos dias de “a era do vazio e das incertezas”. Há uma explicação para isso: a rejeição à tradição bíblica propagada pelo Cristianismo. Podemos perceber o desencadeamento desse processo na relativização da ética e na total rejeição à verdade absoluta. Neste ambiente de contradições filosóficas não existe verdade, e sim “verdades” desprovidas de qualquer sentido.

O livro de Eclesiastes mostra a crise de um homem que vive a falta de harmonia existencial que hoje presenciamos. Procurando viver intensamente a vida, ele mergulhou num mundo duvidoso e sensual, para descobrir que a vida sem Deus é um mergulho no vazio e uma corrida atrás do vento.

ECLESIASTES, O LIVRO E A MENSAGEM


Datação do livro.



Estudos indicam que o relato dos fatos ocorridos em Eclesiastes podem ser datados por volta do ano 1000 a.C., período no qual o rei Salomão governava Israel. De fato, o próprio Eclesiastes diz ser o rei Salomão o autor da obra sagrada (Ec 1.1, cf. v.12).

Conhecendo o Pregador.


Salomão identifica-se como o pregador, traduzido do hebraico qoheleth(Ec 1.1,12). A palavra “pregador” deriva de qahal, expressão que possui o sentido de “reunião” ou “assembleia”. A Septuaginta (que é a tradução da Bíblia Hebraica para o grego) traduziu qoheleth pelo seu equivalente grego ekklesia, daí o nome Eclesiastes: uma referência a alguém que fala, ou discursa, em uma reunião ou assembleia.

O pregador foi Salomão, que já estava velho, mas tinha uma visão bem realista da vida. Conforme registradas em Eclesiastes, e embora retratem um período de declínio político, moral e econômico de Israel, suas palavras apontam para Deus como a única fonte de satisfação, realização e felicidade humana.


DISCERNINDO OS TEMPOS



A transitoriedade da vida.



Um tema bem claro em Eclesiastes é o da transitoriedade da vida. Ela é efêmera, passageira. E Salomão estava consciente disso (Ec 1.4). Sendo a vida tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3). Esse é o dilema que Salomão procura responder.

A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho (Ec 2.17-23). Tudo é vaidade! O centro da realização humana não está nessas coisas.

A eternidade de Deus.


Cerca de 40 vezes o Pregador refere-se a Deus no Eclesiastes. Ele o identifica pelo nome hebraico Elohim, o Deus criador. Isto é proposital, pois Salomão alude com frequência àquilo que acontece “debaixo do sol” (Ec 1.3,9,14; 2.18). É debaixo do sol que está a criação; é debaixo do sol que o homem se encontra.

Mas o Pregador tem algo mais a dizer. Ele quer destacar o enorme contraste entre a criação e o Criador, mais especificamente entre Deus e o Homem. Deus é eterno, onipotente, autoexistente, enquanto o homem é finito, frágil e transitório. Por ser mortal, o homem não deve fixar-se apenas nas coisas dessa vida, pois o Deus Eterno pôs a eternidade em seu coração (Ec 3.11 — ARA).


O TEMPO E AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS



Na família.


O Eclesiastes ensina que uma das características de nossa vida é a brevidade. Por isso, devemos usufruir com intensa alegria, juntamente com o nosso cônjuge e filhos, dos bens que o Senhor nos proporciona (Ec 9.7-9), pois a vida pode rapidamente se acabar.

Nesse capítulo, Salomão refere-se a vários itens que eram usados pelos israelitas em ocasiões festivas (Am 6.6; Ct 1.3; 2Sm 14.2; Sl 104.15). O que isso significa? Antes de mais nada, que o nosso lar deve ser uma permanente ação de graças a Deus por tudo o que Ele nos concede.

Nossa casa deve ser um lugar de celebração. Desfrutemos, pois, as alegrias domésticas em companhia da esposa amada (Ec 9.9). A metáfora tem uma mensagem bastante atual: a família cristã, sem recorrer às bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.18), pode e deve alegrar-se intensamente. A vida do crente não precisa ser triste.


No trabalho.



O trabalho não deve ser um fim em si mesmo. Quando ele é o centro de nossa vida transforma-se em fadiga (Ec 5.16,17). Mas quando deixa de ser um fim em si mesmo, passa a ter real significado, tornando-se algo prazeroso, não pesado (Ec 5.18).

A palavra traduzida do hebraico samach é “gozar”, evocando regozijo e alegria. Isto significa que o nosso local de trabalho deve ser um lugar agradável e alegre, fruto das relações interpessoais sadias.

ADMINISTRANDO BEM O TEMPO


Evitando a falsa sabedoria e o hedonismo.


A busca pelo conhecimento tem sido o alvo do homem através dos séculos. Salomão também empreendeu essa busca (Ec 1.17,18). Mas quem procura o conhecimento desperta a consciência em relação ao mundo ao seu redor, e é tomado por um sentimento de impotência por saber da própria incapacidade de melhorar a natureza das coisas. Nesse aspecto, a busca do conhecimento, como o objeto de realização pessoal, pode conduzir à frustração.

Semelhantemente, a busca por prazer, por si só, configura uma prática hedonista e contrária a Deus (Ec 2.1-3). Muitos são os que buscam a satisfação no álcool, drogas, sexo, etc. Tudo terminará num sentimento de vazio e frustração. Quem beber dessa água tornará a ter sede (Jo 4.13). Somente o Evangelho de Cristo pode satisfazer plenamente o ser humano.

Evitando a falsa prosperidade e o ativismo.


Em Eclesiastes 2.4-11, Salomão desconstrói a ilusão daqueles que buscam, nos bens terrenos, a razão fundamental para a vida. A falsa prosperidade leva o homem a correr desenfreadamente para acumular riquezas, alcançar elevadas posições na sociedade e obter notoriedade e fama. Tudo isso, conclui o sábio, é correr atrás do vento.

Por outro lado, e não menos danoso, é a prática de um ativismo impiedoso, que pode estar nas esferas da profissão ou de qualquer outra prática (Ec 2.17-23). Isso também é correr atrás do vento. O trabalho, quando empreendido racionalmente, não nos desumaniza, mas nos faz crescer como pessoas.

CONCLUSÃO



Vimos que há um tempo para todas as coisas! Esse tempo é extremamente precioso para ser desperdiçado! Por conta da transitoriedade da nossa existência, devemos saber usar bem o nosso tempo, seja buscando conhecimento, seja desfrutando da companhia de nossos familiares e, principalmente, servindo ao Senhor. Somente Deus é eterno e somente Ele deve ser o centro de nossa busca.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Os seguintes usuários agradeceram: Ivysson Januzzi Logos (Ivysson)

Por favor Acessar ou Registrar para participar da conversa.

Mais
3 meses 3 semanas atrás #816 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 10: Cumprindo as obrigações diante de Deus

TEXTO ÁUREO
“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o”

Eclesiastes 5.4




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Eclesiastes 5.1-5.





1 - Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.

2 - Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras.

3 - Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da multidão das palavras.

4 - Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o.

5 - Melhor é que não votes do que votes e não pagues.


INTRODUÇÃO


Na lição anterior, vimos que o pregador tratou sobre as coisas que acontecem “debaixo do sol” (Ec 1 — 4). Ele demonstrou que o conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria, mas loucura. Demonstrou ainda que a busca desenfreada pelo prazer é correr “atrás do vento” e que a aquisição de bens materiais não pode fazer de nós pessoas felizes. E, por último, ensinou que o trabalho, sem a visão objetiva de Deus transforma-se em mero ativismo.

A partir do capítulo cinco, porém, Salomão versa sobre o estilo de vida do adorador consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Esse assunto é o que, à luz dos atributos divinos revelados nas Escrituras Sagradas — santidade, transcendência e imanência —, buscaremos compreender. Nesta lição, veremos que as nossas obrigações não se limitam ao “mundo eclesiástico-religioso”, mas também ao universo que Deus criou.

OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO


Obrigações de natureza político-social.



Há um ditado popular que diz: “Primeiro a obrigação, depois a devoção”. Aqui, há um dualismo que separa a obrigação (vida social) da devoção (vida espiritual), como se ambas fossem duas dimensões distintas. Tal máxima não é bíblica, pois o livro de Eclesiastes denota uma perspectiva completamente oposta (Ec 8.2). As Escrituras orientam-nos a priorizar o Reino de Deus sem perder de vista a dimensão material em que estamos inseridos (Mt 6.33; 22.21).

Vivemos em um mundo em que há autoridades constituídas e onde, consequentemente, direitos e deveres são estabelecidos. Somos cidadãos e possuímos direitos e deveres para com o Estado. Pagamos os impostos, podemos votar e receber votos. Enfim, não podemos eximir-nos das nossas obrigações para com a nação. A nossa consciência cívica deve ter como base a Bíblia Sagrada.

Obrigações de natureza religiosa.


Além da nossa obrigação político-social, de natureza cível, há também a de natureza religiosa ou espiritual. Elas acontecem na dimensão do culto, da adoração.

A palavra hebraica shachar mantém o sentido de “prostrar-se com deferência diante de um superior” (Gn 22.5; Êx 20.5). É com esse entendimento que Salomão fala da casa de Deus como o local de adoração (Ec 5.1). Construtor do grande templo, ele sabia que essa casa tinha como objetivos centralizar o culto, a fim de assegurar os elementos mais sublimes de sua liturgia: a adoração verdadeira a Deus e a unidade dos adoradores num único povo.

OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS



Reverência.



Todo culto tem uma liturgia, e não há nada de errado nisso. A palavra liturgiaestá associada ao culto da Igreja Primitiva. Quando em Antioquia houve uma escolha e separação de obreiros para a obra missionária (At 13.2), Lucas registra o fato utilizando a palavra grega leitourgeo para designar serviço, e dessa palavra vem o vocábulo português liturgia. Esta também faz parte da adoração a Deus.

Salomão sabia disso e advertiu-nos quanto ao cuidado que devemos ter quando entrarmos na casa de Deus (Ec 5.1). Desligue o celular, não masque chiclete, seja reverente! Seja um verdadeiro adorador!

Obediência.


Obedecer a um conjunto de normas e regras sem atentar para os princípios que o fundamentam é puro legalismo. Não vale a pena observar o preceito sem atentar para o princípio existente por trás dele. O livro de Eclesiastes demonstra isso com clareza (Ec 5.1), pois Deus não se interessa na observância do sacrifício em si, e sim na obediência aos princípios que regulamentam a sua prática. Foi exatamente isso que o profeta Samuel ensinou a Saul (1Sm 15.22).


OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS



Deus, o criador.


Todas as religiões possuem a noção do sagrado e demonstram respeito por ele. No cristianismo, como no judaísmo, a consciência do sagrado revela-se na manifestação do Deus verdadeiro, que ao longo da história deu-se a conhecer ao homem. O Deus Criador se distingue da própria criação (Dt 4.15-20). A teologia bíblica denomina essa doutrina de “a transcendência de Deus”. Deus está além de suas criaturas, como afirma o Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra” (Ec 5.2b). Ele pode humanizar-se, como já o fez (Jo 1.14), mas o homem não pode tornar-se divino. Quem procurou ser igual a Deus foi expulso do céu (Ez 28.1,2; Is 14.12-15).

Homem, a criatura.


O homem foi criado por Deus como a coroa da criação. Ele não surgiu do acaso nem de uma mistura acidental de elementos naturais. E a nós Deus se revelou, manifestou seus atributos, vontades e apesar de estarmos condenados à morte eterna, Deus proporcionou em Jesus Cristo a salvação que nos era necessária para que passássemos a eternidade futura com o nosso Criador e Redentor.


OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS



Deus está próximo.


O atributo da imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. Isto significa que o Pai Celeste não é um Deus distante que, após criar o mundo, ausentou-se dele! Pelo contrário, Ele é um Deus presente, participa da sua criação e nela intervém.

O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto a Deus e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando-o (Ec 5.4b). Essa mesma verdade é confirmada em o Novo Testamento (2Co 6.16). A proximidade de Deus com o homem deve fazer-nos melhores crentes e pessoas.

O valor das orações e votos.


Deus não apenas se faz presente, mas também prometeu abençoar os seus filhos, atendendo nossas orações e súplicas. Isso acontecerá quando orarmos de acordo com sua vontade (Jr 29.12,13; Jo 14.13,14).

Cientes dessa verdade, os judeus não somente oravam a Deus, como também se empenhavam com votos (Nm 30.3-16; Dt 23.21-23). Não há dúvidas de que o livro de Eclesiastes tem em mente essas passagens bíblicas, quando adverte sobre a seriedade do voto (Ec 5.4). Em o Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido, pois o cumprimento de um voto, ou de um propósito diante de Deus, é algo que ultrapassa gerações.


CONCLUSÃO



Nesta lição, abordamos as palavras de Salomão no contexto da adoração bíblica. Conscientizamo-nos de que não há adoração verdadeira que não leve em conta as obrigações diante de Deus e dos homens. Se quisermos viver uma vida espiritual plena devemos ter em mente as implicações que a acompanham. De nada adianta termos templos suntuosos, pregadores eloquentes e cantores famosos se não estamos cumprindo as obrigações que uma verdadeira adoração requer.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Os seguintes usuários agradeceram: Ivysson Januzzi Logos (Ivysson)

Por favor Acessar ou Registrar para participar da conversa.

Mais
3 meses 2 semanas atrás #835 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 11: A ilusória prosperidade dos ímpios

TEXTO ÁUREO
“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento”

Eclesiastes 9.2




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Eclesiastes 9.1-6





1 - Deveras revolvi todas essas coisas no meu coração, para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de Deus, e também que o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante a sua face.

2 - Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.

3 - Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo; que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; que há desvarios no seu coração, na sua vida, e que depois se vão aos mortos.

4 - Ora, para o que acompanha com todos os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto).

5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.

6 - Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.



INTRODUÇÃO


A aparente prosperidade dos maus é um tema recorrente em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi aborda essa questão fazendo a seguinte pergunta: Por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? (Sl 73). Nesse mesmo tom, Salomão observa que, debaixo do sol, os injustos parecem levar vantagem sobre os justos. Mas quando ambos são nivelados por Deus, na arena da vida, constata-se que os justos e os injustos terão o mesmo fim. Mas como o sábio de Eclesiastes, concluímos que a justiça é melhor que a injustiça. É preferível ser sábio do que agir como um tolo, pois seremos medidos pelos padrões de Deus, não pelas circunstâncias da vida.


OS PARADOXOS DA VIDA


Os justos sofrem injustiça.



Diferentemente dos perversos que parecem estar sempre seguros e cada vez mais prósperos (Sl 73.12), o sofrimento foi uma das mais duras realidades experimentadas por Asafe (Sl 73.14). De igual modo, Salomão lutou contra esse pessimismo ao contemplar o paradoxo da vida na hora da morte. Os perversos tinham uma cerimônia fúnebre digna de honra, mas “os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade” (Ec 8.10).

O pastor norte-americano, A. W. Tozer, costumava dizer que o mundo está mais para o campo de batalha que para o palco de diversão. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (Sl 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve estar consciente de que os revezes não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento espiritual (2Co 2.4; Cl 1.24; 2Tm 1.8).


Os maus prosperam.


Enquanto os justos padeciam, Davi e Salomão constataram a prosperidade dos ímpios (Sl 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, aprendemos que a espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é. Ser próspero não significa “ter”, mas “ser”.

A régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade a Deus, e não a prosperidade dos homens. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (Sl 73.17,27,28) e independe de alguém ter posses ou não. Os ímpios têm posses, mas a verdadeira prosperidade só é possível encontrar em Cristo.


A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO



A realidade da morte.



Uma chave importantíssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes encontra-se na expressão: “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol” (2.10; 3.22; 5.17-19; 9.9). É debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude! É no dia a dia da vida que percebemos a verdade implacável da morte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem não o serve!

A sentença já foi decretada e é a mesma para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O apóstolo Paulo, porém, diz que se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens (1Co 15.19). Em Cristo, temos a vida eterna.


A certeza da vida eterna.


Salomão escreveu Eclesiastes sob uma análise puramente existencial. Quem está do lado de lá da eternidade não participa do lado de cá da existência. Neste aspecto, “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9.5). Isto não se dá porque eles estão inconscientes, mas porque pertencem a outra dimensão (Ap 6.9; 2Co 5.8), onde nem mesmo o sol é necessário (Ap 22.5).

Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nesta vida. É o Novo Testamento que lançará mais luz sobre a imortalidade de nossa alma na eternidade (Lc 16.19-31; 2Co 5.8; Fl 1.23; Ap 6.9).


A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA



As circunstâncias da vida.


Nenhum outro texto descreve tão bem a imprevisibilidade da vida como o de Eclesiastes 9.11,12. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo decaído. Mas em todas as circunstâncias, o Senhor se faz presente (Sl 46.1; 91.15).

Aproveitando a vida.


Cientes de que teremos dissabores na vida, o que podemos fazer a respeito? Mergulhar em um sombrio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problemas? É bem verdade que muitos se deprimem quando a calamidade chega. Ela assusta, amargura-nos. Faz com que nos isolemos. Mas o rei Salomão sabia que a vida “debaixo do sol” não era fácil nem justa. Ele não negou esse fato e muito menos fugiu da sua realidade.

Contrariamente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio à imprevisibilidade da vida, aquilo que nos foi dado como porção (Ec 9.7,9). Em Cristo, somos chamados a viver a verdadeira vida, conscientes de sua finitude terrena, mas esperançosos quanto a sua eternidade celeste (1Co 15.19).

VIVENDO POR UM IDEAL



A morte dos ideais.


Eclesiastes 9.14,15 narra a história de um povo que se esqueceu de um sábio idealista por ele ser pobre. Tal fato denota uma cultura onde os ideais não mais existem. Como é atual a leitura do Eclesiastes! A cultura contemporânea também perdeu os seus ideais.

Lembremo-nos de que uma das marcas de nossos dias é a relativização do absoluto, e cada pessoa vai buscar uma verdade para si mesma. Isso tende a tornar as pessoas mais individualistas e narcisistas, preocupadas apenas consigo mesmas e tremendamente desinteressadas pelo próximo.


Vivendo por um ideal.


Mesmo sabendo que as boas ações nem sempre serão reconhecidas, Salomão acredita que devemos ter um ideal elevado e firmado em Deus (Ec 9.16-18).

Vivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, não há garantia de qualquer reconhecimento pelo fato de crermos e vivermos os valores morais e espirituais prescritos pela Bíblia. Contudo, vale a pena viver por um ideal. O cristão maduro sabe das causas pelas quais devemos lutar (At 20.24; Ef 3.14; 2Tm 4.7).


CONCLUSÃO



A vida “debaixo do sol” mostra-se como ela realmente é. Às vezes parece sem sentido e, em muitas outras, cheia de paradoxos. Mas a vida precisa ser vivida. Salomão não apenas observou essa dura realidade, mas também a experimentou.

Para não cairmos num pessimismo impiedoso e, tampouco, num indiferentismo frio, devemos viver a vida a partir da perspectiva da eternidade. Então tomaremos a consciência de que, na vida terrena, há ideais dignos pelos quais devemos lutar. Assim, evitaremos as armadilhas do pessimismo. Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar o Pai Celeste.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

Os seguintes usuários agradeceram: Ivysson Januzzi Logos (Ivysson)

Por favor Acessar ou Registrar para participar da conversa.

Tempo para a criação da página:0.272 segundos
Não somos membros de qualquer nação real ou movimento separatista.
Este WEB Site destina-se única e exclusivamente aos praticantes do hobbie chamado micronacionalismo.
Todos os direitos de imagem e nome reservados a nação italiana real.