ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

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3 meses 1 semana atrás #848 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 12: Lança o teu pão sobre as águas

TEXTO ÁUREO
“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás”

Eclesiastes 11.1




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Eclesiastes 11.1-10





1 - Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.

2 - Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.

3 - Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra, e, caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará.

4 - Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.

5 - Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.

6 - Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; Se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas.

7 - Verdadeiramente suave é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol.

8 - Mas, se o homem viver muitos anos e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.

9 - Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo.

10 - Afasta, pois, a ira do teu coração e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade.



INTRODUÇÃO


Nos capítulos anteriores de Eclesiastes, Salomão destacou os problemas da vida. Esta é apresentada totalmente imprevisível, cheias de altos e baixos, e muitas vezes sem explicação lógica ou racional. É com tal perplexidade que o sábio enxerga as injustiças contra o justo e a prosperidade do perverso.

Quanta ambiguidade! O que fazer diante de tudo isso? Ficar inerte? Ou enfrentar a arena da vida? A lição dessa semana abordará a postura que o pregador tomou, diante de Deus, em relação às questões da vida. Veremos que o capítulo 11 de Eclesiastes mostra o Senhor nosso Deus como o centro da nossa vida, pois sem Ele ela torna-se vazia e sem sentido.

VIVENDO COM PROPÓSITO


Tomando uma atitude.



Em nosso texto áureo, o rei Salomão exorta-nos a tomar uma firme e sábia atitude. Ele conclama-nos a lançar o nosso pão sobre as águas. A palavra hebraica traduzida como “lançar” é shalah, que significa enviar, mandar embora, deixar ir. Noutros termos, o que o sábio está ensinando é: “Não fique aí parado! Glorifique a Deus com a sua atitude”.

Podemos aplicar essa palavra também à obra missionária. Deus é quem envia homens e mulheres como embaixadores de seu Reino (Jz 6.8; Is 6.8; Jr 1.7), pois com igual determinação e amor, enviou o seu Filho a realizar a mais sublime das missões: Salvar o mundo (Is 61.1; Jo 3.16).

Evitando a passividade.


Não devemos agir com passividade (Ec 11.4). A vida meramente contemplativa nada resolve. É necessário e urgente fazer o bem. Por isso, o pregador exorta-nos a demonstrar amor e generosidade ao necessitado.

“Lançar o pão”, portanto, significa ser condescendente com os pobres (Ec 11.1,2). Significa fazer alguma coisa e não se limitar a contemplar a miséria alheia. É trazer o pão de longe para alimentar os famintos (Pv 31.14). A igreja apostólica demonstrou a mesma preocupação (Gl 2.10).

VIVENDO COM DINAMISMO



A imobilidade da árvore caída (vivendo do passado).



Em relação ao texto de Eclesiastes 11.3, o escritor Derek Kidner destaca a metáfora da nuvem como um fenômeno meteorológico portador de leis próprias em desacordo com as leis e o tempo dos homens. Ele igualmente destaca o relato da árvore caída: ela não pediu licença para tombar e não houve homem que a impedisse de cair. Aqui, a vida mostra-se de forma imprevisível. Ela não é composta apenas de bons momentos, mas também de períodos desagradáveis. Então, o que fazer? Ficar aprisionado pela experiência passada sobre a qual nada mais se pode fazer, ou enfrentar o futuro com fé e coragem?

O movimento do vento e das nuvens (vivendo o presente).


Em Provérbios, Salomão usa frequentemente a linguagem metafórica para compartilhar as suas ideias. Uma metáfora que revela bem esse recurso é a da formiga e do preguiçoso (Pv 6.6). Em Eclesiastes, encontramos o mesmo princípio na metáfora do vento (Ec 11.4). Não são poucos os intérpretes da Bíblia que observam, nesse texto, a ideia de movimento e imprevisibilidade da vida.

O vento movimenta-se o tempo todo e as nuvens mostram-se imprevisíveis. Eis a metáfora da vida! Olhá-la e queixar-se dela sem tomar uma firme e sábia decisão diante dos seus obstáculos equivalem a esperar que o vento e as nuvens passem. Dessa forma, o ser humano assiste a existência passar sem nada realizar de concreto. Quem tem fé não age assim.


VIVENDO COM FÉ E ESPERANÇA



Plantando a semente.


Outra metáfora usada por Salomão é a do plantio (11.6). Essa figura descreve a atividade do agricultor. Ela ensina a arte de semear a vida. E isso requer ação! É preciso plantar a semente, pois é na existência que geralmente colhemos o que plantamos (Gl 6.7).

Muitas vezes, a vida é dura, seca e arenosa para semear. Assim, a metáfora pode significar uma trajetória de trabalho árduo e difícil diante dos grandes obstáculos e desafios da existência humana. Nessa estrada, muitos até desistem de semear e terminam vencidos pelas dificuldades intransponíveis que ela lhes impõe.

Germinando a semente.


A metáfora também nos ensina que, embora semeemos a terra, não podemos fazer a semente germinar (Ec 11.6). Salomão observa a vida como um grande campo de solos variáveis. Ao agricultor, pois, resta saber em qual valerá a pena semear, pois a semente não germinará em qualquer terreno.

Muitos fatores devem ser levados em conta na germinação da semente: a qualidade do solo, o clima, etc. É urgente que o agricultor persevere nesse empreendimento, mas que igualmente tenha fé e esperança de que a semente germinará. De nada adianta observar o caos em que se encontra a sociedade e não tomar nenhuma atitude. Façamos a nossa parte como agricultores do Reino de Deus: semear a genuína Palavra de Deus no coração de toda a criatura humana (Lc 8.5-15) e auxiliar o próximo necessitado (2Co 8-9).

VIVENDO COM RESPONSABILIDADE



Fazendo escolhas responsáveis.


Eclesiastes 11.9 é uma séria admoestação aos jovens. Eles são convidados a viver a vida, mas devem se portar, em todas as ocasiões, como pessoas responsáveis e tementes a Deus. Assim, reconhecerão o Pai Celeste como a sua satisfação maior.

Assumindo as consequências.


Há uma razão para vivermos de maneira alegre, mas ao mesmo tempo de forma responsável e santa. Nossas ações trazem consequências. Tal como o sábio disse no versículo 10. Viver a vida com intensidade não é agir de forma desregrada e pecaminosa, mas experimentar o seu verdadeiro sentido: glorificar a Deus.

Portanto, jovem, viva a vida com intensidade, mas não se esqueça: glorifique a Deus com o seu testemunho, pois de tudo o Senhor nos pedirá conta. Vivendo assim, quando a velhice chegar, não teremos o que lamentar.



CONCLUSÃO



O capítulo 11 de Eclesiastes é um convite à ação. É uma resposta à mesmice. É um convite a mergulharmos na fé e agir de acordo com a vontade de Deus, não temendo as dificuldades que virão pela frente. É lançar-se para semear. É alegrar-se com as maravilhas que o Senhor nos presenteou. Mas significa igualmente afastar-se do pecado e da iniquidade, pois, no final, teremos de dar conta de todos os nossos atos perante Deus. Então, glorifiquemos ao Senhor com a nossa existência.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

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3 meses 1 dia atrás #865 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 13: Tema a Deus em todo tempo

TEXTO ÁUREO
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem”

Eclesiastes 12.13




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Eclesiastes 12.1-8.





1 - Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;

2 - antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;

3 - no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;

4 - e as duas portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as vozes do canto se baixarem;

5 - como também quando temerem o que está no alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua eterna casa, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;

6 - antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço,

7 - e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

8 - Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.




INTRODUÇÃO


Salomão chega ao final de suas reflexões acerca da vida “debaixo do sol”. O pregador conclui o seu ensino no capítulo 12 de Eclesiastes, contrastando vividamente os distintos momentos da vida humana: juventude e velhice, alegria e tristeza, vida e morte, presente e futuro, temporal e eterno. O estilo adotado por Salomão deixa-nos a sensação de que ele processa a sua reflexão de trás para frente.

O autor fala da juventude a partir de uma análise realista da velhice. Fala da vida com os olhos fitos na morte. Fala do temporal com os olhos voltados ao eterno. Fala da criatura a partir do Criador. E fala do prazer da vida sem perder de vista o julgamento final.

Nessa última lição, veremos como o ensinamento do pregador nos ajuda a construir uma fé sadia e fundamentada no temor do Altíssimo.


UMA VERDADE QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA


Somos criatura.



O último capítulo de Eclesiastes inicia-se com uma exortação a que nos lembremos do nosso Criador. Uma das doutrinas mais bem definidas da Bíblia é a da criação. Pela fé cremos no Deus criador do universo (Hb 11.3). Mas aqui, não temos o interesse apologético de provar a existência de Deus, pois Salomão parte do princípio de que Deus é, e que os seus leitores têm isso muito bem resolvido.

Com a expressão “lembra-te do teu Criador”, o sábio ensina aos homens que eles não passam de criaturas. O termo hebraico para lembrar, zakar, reforça essa ideia. Ele significa recordar, trazer a mente, fazer um memorial. É como se o pregador dissesse: “Coloque isso em sua mente e, se possível, faça um memorial. Não esqueça que você é criatura e que há um Criador”.


Há um Criador.


Se em Eclesiastes 12.1 o pregador revela Deus como o Criador, no versículo 13, o livro mostra o Pai Celeste como o Supremo Juiz. Foi Deus quem criou e modelou a criatura a quem Ele chamou de homem! Este fato nos obriga a enxergar o ser humano como criatura e Deus como o Criador. O homem como ser temporal e Deus como o Eterno. Portanto, a partir dessa compreensão, podemos encarar a vida com mais humildade e prudência.


OS DOIS GRANDES MOMENTOS DA VIDA



A juventude.



Salomão passa a falar sobre a juventude, ou seja, o estágio da vida que representa o período de maior vigor. Ele se vale de várias figuras para demonstrar a nossa finitude e o quão frágeis somos. Em Eclesiastes 11.9, Salomão havia falado da juventude, destacando-a como uma fase de recreação e de satisfação.

Tais metáforas criam a imagem da exuberância, elemento característico da mocidade. Elas denotam que, nessa fase da vida, as pessoas não se preocupam com lembranças, memoriais ou história. É como se não houvesse um referencial. Mas em o Novo Testamento, o autor sagrado mostra esse referencial (Hb 12.2) — Jesus Cristo — e exorta-nos a viver a vida com os olhos fitos no Mestre.


A velhice.


No Eclesiastes, a juventude é vista como um estágio inicial e intenso da vida, enquanto a velhice aparece como o último estágio da existência, onde nada mais parece fazer sentido. O corpo físico, outrora forte, robusto e cheio de vigor, agora se mostra enfraquecido pelos anos da vida.

De forma metafórica, o sábio prova que a velhice é bem diferente da juventude. O prazer não é como antes (12.1), o sol não brilha com o mesmo esplendor (12.2), e o metabolismo do corpo não funciona como no passado (Ec 12.3-5). Enfim, a velhice mostra-nos como somos frágeis, sujeitos a quebrar a qualquer instante (12.6).



AS DIFERENTES DIMENSÕES DA EXISTÊNCIA HUMANA



Corporal.


Os sentimentos e fatos experimentados na vida — alegrias ou tristezas, acertos ou erros, o presente ou o passado — apenas são possíveis por causa da dimensão corporal de nossa existência. O rei Salomão chama-nos a atenção para esse fato ao dizer que “o pó volte à terra, como o era” (Ec 12.7a). O texto bíblico denota que possuímos um corpo sujeito às limitações de espaço e tempo. Por isso, não devemos esquecer que somos absolutamente finitos. Isso não significa que não temos valor. Ao contrário, a Escritura demonstra que a dimensão temporal é tão importante quanto a espiritual. Em 1 Coríntios 6.19,20, não há dualismo entre corpo e espírito, como se este fosse bom e aquele mau. Portanto, devemos cuidar do nosso corpo e usá-lo sempre para a glória de Deus.


Espiritual.


Eclesiastes 12.7b revela que possuímos uma dimensão espiritual da vida, pois o nosso espírito voltará “a Deus, que o deu”. O contexto do capítulo 12 de Eclesiastes faz um contraste entre o temporal e o eterno, não deixando dúvidas que o termo hebraico ruach, traduzido por fôlego, hálito e espírito, significa precisamente “espírito” como a parte imaterial do homem (1Ts 5.23; 2Co 5.8; Fp 1.23).

Assim como cuidamos da nossa dimensão material, devemos cuidar da espiritual (2Co 7.1; 1Tm 4.8). E apesar de o homem ser constituído por duas dimensões existenciais — a humana e a espiritual —, elas não são independentes entre si, pois o homem é um ser integral (1Ts 5.23).


PRESTANDO CONTA DE TUDO



Guardando o mandamento.


Após falar da brevidade da vida e da necessidade de se buscar em Deus um sentido para ela, o sábio conclui que o dever de todo homem é temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Aqui, há duas coisas que precisam ser ditas. Primeira, a vida é dinâmica, mas precisa de regras e normas. Segunda, é nosso dever ouvir e guardar a Palavra do Senhor no coração.

O mandamento divino é constituído de princípios eternos e, para o nosso próprio bem, temos de observá-los e acatá-los integralmente fazendo tudo quanto o Criador requer de nós, pois esta é a vontade de Deus (1Jo 5.3).


Aguardando o julgamento.


Nas últimas palavras do Eclesiastes, há uma séria advertência sobre o julgamento a que todo ser humano estará sujeito. O pregador diz que “Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12.14). As nossas obras e ações serão avaliadas por Deus, pois para Ele os valores estão bem definidos: o certo e o errado nunca mudam.

O termo hebraico mishpat, usado nas últimas palavras de Salomão, possui o sentido jurídico de tomada de decisão. Chegará, pois o dia da prestação de contas de todos os homens. O Justo Juiz decidirá o nosso destino (Rm 14.10,12). Tais palavras não são intimidatórias, mas um convite a vivermos com responsabilidade diante de Deus e da sociedade.


CONCLUSÃO



A vida é um contraste entre a alegria e a tristeza, entre a juventude e a velhice, entre a vida e a morte, entre o passado e o presente. Não há como fugir a essa realidade. Sabendo que a nossa vida “debaixo do sol” é tão fugaz, cabe-nos procurar vivê-la da melhor maneira possível, pois esse é um dom do Criador.

Salomão, em sua singular sabedoria, nos ensina: tema a Deus em todo o tempo. Só assim seremos felizes.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
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2 meses 3 semanas atrás #882 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
Início de um novo trimestre

Dando início a um novo trimestre de Lições Bíblicas, estudaremos a Disciplina da Vida Cristã

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
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2 meses 3 semanas atrás #883 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 1: As disciplinas da vida cristã

TEXTO ÁUREO
“Exercita-te a ti mesmo em piedade. Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir”

1 Timóteo 4.7,8




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



2 Timóteo 2.3-12.






3 - Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.

4 - Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.

5 - E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.

6 - O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.

7 - Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.

8 - Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho;

9 - pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.

10 - Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.

11 - Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos;

12 - se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará.



INTRODUÇÃO


Infelizmente, pouca importância damos às disciplinas da vida cristã. Mostram as Escrituras, todavia, que, sem o seu exercício, jamais alcançaremos o alvo que nos traçou Deus através de Cristo: a estatura de um ser humano perfeito, como perfeito era Adão antes de haver transgredido a lei divina.

Por que as disciplinas da vida cristã são tão importantes? Em que reside o seu mérito? Em sua doutrina? Ou em sua devoção? Aliás, que doutrina não é devocional e que devoção não é doutrinal? Os santos do Antigo e do Novo Testamento, em sua peregrinação rumo à Jerusalém Celeste, disciplinavam-se de tal forma que, ousada e bravamente, venceram um mundo comprometido com o maligno.

Deseja você também triunfar? Não se esqueça das disciplinas espirituais. Ande como Jesus andou; torne-se parecido com o seu Senhor.


O QUE SÃO AS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ

John Wesley cultivava a piedade, de tal maneira, que os seus colegas, na universidade, apelidaram-no de o metodista. No orar e no estudar a Bíblia, metódico. Erguendo-se ele como um perfeito exemplo de vida cristã, não lhe foi penoso avivar a Inglaterra no século 18. Wesley sabia o quanto são importantes, para o crente, as disciplinas devocionais (Tt 1.7,8).

Definição.



Disciplinas da vida cristã são os exercícios espirituais, prescritos na Bíblia Sagrada, cujo objetivo é proporcionar ao crente uma intimidade singular com o Pai Celeste, constrangendo os que nos cercam a glorificar-lhe o nome (Hb 12.8).

Elementos das disciplinas da vida cristã.


De conformidade com as Sagradas Escrituras, estas são as disciplinas a que deve submeter-se o crente: adoração a Deus, leitura diária e sistemática da Bíblia, oração, serviço, mordomia do corpo e dos bens, etc. Tem você se dedicado a essas observâncias? Outros elementos, igualmente valiosos, poderiam ser aqui arrolados; estes, porém, já são mais do que suficientes, para mostrar a sublimidade de nossa carreira cristã.


SÍMBOLOS DAS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ

Há pelo menos três figuras que salientam as disciplinas da vida cristã: o soldado, o atleta e o agricultor. Sem exercício, perseverança e sacrifício pessoal, jamais seremos bem-sucedidos quer no campo de batalha, quer nas competições públicas ou no amanho da terra (Pv 23.23).

A disciplina do soldado.


Como soldados de Cristo, ajamos de modo disciplinado e perseverante, a fim de agradar ao que nos arregimentou para a guerra: "Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" (2 Tm 2.3-5). Tinha o apóstolo, em mente, o antigo soldado grego que, no campo de batalha, preferia o sacrifício da própria vida a existir sem honra.

A disciplina do atleta.


No tempo de Paulo, eram os atletas mais do que disciplinados. Na conquista de uma coroa de louro, empenhavam-se além de suas forças; perseguiam o impossível. Descreve-os o apóstolo: "E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente" (2 Tm 2.5).

Se naqueles estádios, punham-se os competidores a lutar por uma vitória efêmera e corruptível, nós avançamos em busca de eternos galardões. Por isto temos de, à semelhança daqueles atletas, portar-nos de maneira viril e disciplinadamente: "E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível" (1 Co 9.25).


A disciplina do agricultor.

A agricultura é a mais antiga das ciências; foi o primeiro trabalho de Adão e Eva (Gn 1.26-30). O cultivo da terra, principalmente depois da queda de nossos primeiros pais, tornou-se estressante e árduo. Eis porque o agricultor tanto carece de disciplina e paciência: "O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos" (2 Tm 2.6). No cultivo do fruto do Espírito também não devemos prescindir de disciplina e paciência. Afinal, temos de melhorar a cada dia, refletindo em tudo a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tem você agido com disciplina em seu cotidiano? Porta-se com a bravura e o desprendimento do soldado no combate às forças do mal? Abstém-se dos entretenimentos mundanos na conquista da coroa incorruptível? E o fruto do Espírito? Vem você cultivando-o pacientemente como aquele que lavra a terra?



A EFICÁCIA DAS DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ



As disciplinas da vida cristã são eficazes contra o pecado.


Exilado em Babilônia, Daniel jamais deixou-se atrair por aqueles deuses belicosos e sensuais. Afinal, quando ainda adolescente, propusera no coração não se contaminar com os manjares e vinhos do rei (Dn 1.8). E, assim, pôde ele caminhar toda uma longevidade na presença de Deus. Tinha o profeta suficiente disciplina, a fim de recusar as ofertas da mais luxuriante metrópole do século VI a.C.
Você é suficiente forte para dizer não ao pecado?

As disciplinas da vida cristã são eficazes no serviço cristão.



Foi Paulo, certamente, o mais aplicado missionário do Cristianismo. Em pouco tempo, quer acompanhado por Barnabé, quer auxiliado por Silas, logrou o apóstolo espalhar a mensagem cristã de Antioquia a Roma. Disciplinadíssimo, possuía um senso de abnegação tão grande que, mesmo às vésperas de sua execução pelas autoridades romanas, não deixou de anunciar as Boas Novas de Salvação (2 Tm 4).
Deseja você alcançar a excelência no serviço cristão? Aja como um soldado, porte-se como um atleta e cultive a perseverança do agricultor.




CONCLUSÃO



Sem disciplina, não poderemos jamais agradar ao que nos arregimentou para o seu exército. Adoremos, pois, a Deus. Leiamos a Bíblia. Oremos. E exerçamos a mordomia de nossos corpos, haveres e tempo. Somente assim haveremos de exaltar a Cristo em nosso ser.

Os heróis da fé “não fruíram logo os seus troféus”, conforme cantamos em nossos cultos de oração. Antes, lutaram de forma denodada e fidelíssima, até que o Senhor fosse plenamente glorificado em seus corpos. Quando lemos o capítulo 11 de Hebreus, fascinamo-nos, de imediato, por aqueles homens e mulheres que, na marcha para os céus, operaram o impossível. O segredo? A disciplina da piedade.

Sejamos disciplinados em tudo; dominemo-nos em todas as coisas.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
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2 meses 2 semanas atrás #898 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 2: A minha alma te ama, ó Senhor

TEXTO ÁUREO
"A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?"

Salmo 42.2




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Salmos 42.1-5.





1 - Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

2 - A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

3 - As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

4 - Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

5 - Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.



INTRODUÇÃO


Norman Snaith, comentando o Salmo 42, realça quão inefável é a comunhão que desfrutamos com o Senhor: "O homem que já experimentou a alegria da comunhão com Deus, não estará apático quanto às oportunidades de renovar, com Ele, a sua intimidade, quer em suas devoções particulares, quer nas adorações públicas. Esse homem simplesmente não consegue ficar longe de Deus. Sua alma sedenta haverá de o impelir sempre à presença do Pai Celeste".

Assim também diria William Bates, escritor puritano do século XVII. Ao discorrer sobre a intimidade entre a nossa alma e o Supremo Ser, descreve ele a alegria que lhe ia na alma: "A comunhão com Deus é o princípio do céu".


O QUE É A COMUNHÃO COM DEUS

Tem você sede de Deus? Anela por sua presença? Suspira por seus átrios? Anseia aprofundar com Ele a sua comunhão? Aliás, sabe você o que é, realmente, a comunhão com Deus?


Definição.



A comunhão com Deus é a intimidade que o crente, mediante a obra redentora de Cristo e por intermédio da ação do Espírito Santo, desfruta com o Pai Celeste, e que o leva a usufruir de uma vida espiritual plena e abundante (Rm 5.1; 2 Co 13.13).

Andar com Deus é o mais perfeito sinônimo de comunhão com o Pai Celeste. Tão profunda era a comunhão de Enoque com o Senhor, que o mesmo Senhor, um dia, o tomou para si (Gn 5.24). Andar com Deus significa, ainda, ter uma vida como a de Eliseu que, por onde quer que fosse, era de imediato reconhecido como homem de Deus (2 Rs 4.9). Comunhão com Deus é ser chamado de amigo pelo próprio Deus (Is 41.8).

A comunhão com Deus é uma disciplina consoladora.


Apesar de seus grandes e lancinantes sofrimentos, Jó sempre refugiava-se na comunhão com o seu Deus (Jó 19.25). Suas perdas eram grandes; aos olhos humanos, irreparáveis. Todavia, confiava ele nas providências de um Deus de quem era íntimo. Até parece que Willard Cantelon, autor de imortais devoções, inspirou-se na experiência de Jó, quando escreveu: "Posso suportar a perda de todas as coisas, exceto do toque de Deus na minha vida".

A ALMA HUMANA ANSEIA PELOS ÁTRIOS DE DEUS

O ser humano não é o resultado de um processo evolutivo; é a plenitude de um ato criativo de Deus (Gn 1.26). Se fomos criados por Deus, nossa alma, logicamente, aflige-se por Deus; anseia por seus átrios. E só haveremos de descansar, quando em Deus repousarmos (Sl 42.11). E se nos alongarmos do Criador? O vazio passa a ser a única realidade de nosso ser.

A disciplina do soldado.


Como soldados de Cristo, ajamos de modo disciplinado e perseverante, a fim de agradar ao que nos arregimentou para a guerra: "Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" (2 Tm 2.3-5). Tinha o apóstolo, em mente, o antigo soldado grego que, no campo de batalha, preferia o sacrifício da própria vida a existir sem honra.

O vazio humano.


Billy Graham visitava, certa vez, uma universidade norte-americana, quando perguntou ao reitor: "Qual o maior problema que o senhor enfrenta com os seus alunos". O educador respondeu-lhe: "Vazio. Há um vazio muito grande de Deus em seus corações". Como preencher este vazio?

Buscando preencher o vazio de sua alma, vagueia o homem pelo álcool, transita pelas drogas e erra pelos devaneios da carne. Depois de toda essa busca, conclui: "Não tenho neles prazer" (Ec 12.1 - ARA). Mas o que aceita a Cristo, experimenta uma vida abundante e inefável (Jo 4.14).

A plenitude da comunhão divina.

Sabia o salmista que somente em Deus encontramos a razão de nossa existência e a satisfação plena de nossa alma. Eis por que deixa emanar de seus lábios este lamento: "Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e Deus meu" (Sl 43.5).

John Bunyan, em O Peregrino, descreve a angústia da alma em sua jornada à Jerusalém Celeste. Quanto mais caminha, mais falta do Senhor vai sentindo até que, ao longe, avista a ditosa cidade, onde se encontra o amante de sua alma - Jesus Cristo.


O DEUS DE NOSSA COMUNHÃO

Afinal, por qual Deus anseia a nossa alma? Pelo Deus teologicamente correto que se acomoda a todas as religiões e credos? Ou pelo Deus único e verdadeiro que se revelou a si mesmo por intermédio de nosso Senhor?

O Deus onipotente.


O Deus pelo qual suspira a nossa alma pode todas as coisas; para Ele inexiste o impossível (Gn 1 7.1; Lc 1.37). Entretanto, há um grupo de teólogos modernos que, menosprezando as Sagradas Escrituras, ensinam: Deus na verdade é poderoso, mas não pode ser considerado Todo-Poderoso. Assim eles argumentam: "Fora Ele realmente poderoso e tudo soubesse, certamente evitaria as tragédias que tanto infelicitam a humanidade". Será que esses falsos doutores desconhecem a soberania de Deus? Se Ele permite determinados males, não nos cabe questionar-lhe as razões. De uma coisa, porém, estou certo: todos os seus atos são movidos pelo mais puro, elevado e sublime amor.

O Deus onisciente.



O Deus, a quem tanto amamos, sabe todas as coisas; tudo lhe é patente. No Salmo 139, o salmista canta-lhe a onisciência, declarando que Ele nos conhece profundamente; esquadrinha nossos mais íntimos pensamentos, e não se surpreende com nenhuma de nossas ações.

Lecionam, porém, alguns dos sectários do Teísmo Aberto: "Deus, às vezes, é incapaz de penetrar nos recônditos de nosso livre-arbítrio, por ser-lhe este um mistério". Ora, se por um lado aceitamos o livre-arbítrio; por outro, cremos na soberania divina; esta é inquestionável. E não será nenhuma "liberdade libertária" que haverá de impedir o nosso Deus de sondar as mentes e corações (Ap 2.23).

O Deus de amor.


Se Deus é amor, por que nos sobrevêm aflições, dores e perdas? Ainda que não tivéssemos resposta alguma a essa pergunta, de uma coisa teríamos convicção: Ele é amor; somente um Deus que é o mesmo amor, poderia enviar o seu Unigênito para redimir-nos de nossos pecados (Jo 3.16; 1 Jo 4.8). É por esse Deus que almejamos.

Quando aceitamos a Cristo, cientifica-nos Ele: a jornada ser-nos-á pontilhada de lutas e aflições, mas conosco estará até à consumação dos séculos (Jo 16.33). O Filho de Deus é bem claro quanto às aflições que nos aguardam: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23). Se Ele nos amou com um amor eterno e sacrificial, por que deixaríamos nós de amá-lo? Oremos: "Cristo, tu sabes que, apesar de nossas imperfeições e falhas, nós te amamos". Leia o Salmo 34, e repouse em cada promessa que você encontrar.

O Deus soberano.


No epílogo de suas provações, confessa Jó: "Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido" (Jó 42.2). Implicitamente, estava ele almejando aprofundar a sua comunhão com um Deus, cuja soberania é inquestionável. Este é o nosso Deus; por Ele nos desfalece a alma.
Por conseguinte, não podemos aceitar os falsos mestres e teólogos qu
e, torcendo as Escrituras Sagradas, emprestam a Satanás uma soberania que pertence exclusivamente a Deus. Refiro-me àqueles que dizem, por exemplo, que, para Cristo salvar um pecador, é-lhe necessária a permissão do Diabo. Ora, Cristo jamais foi constrangido a negociar com Satanás; sua missão é clara. Veio Ele para destruir as obras do Maligno, e foi exatamente isso que fez na cruz do Calvário (1 Jo 3.8). Nada devemos ao Adversário. Adoremos, pois a Cristo. Mantenhamos com Ele a mais doce e meiga das comunhões. Por esse Deus maravilhoso, anseia a nossa alma.

Cante, agora, com toda a sua alma, o hino 145 da Harpa Cristã.



CONCLUSÃO



Em suas Confissões, demonstra Agostinho um profundo e incontido anseio por Deus. Abrindo o coração, suspira: "Quem me dera descansar em ti! Quem me dera viesses ao meu coração e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem". O que evidencia esse anelo? Fomos criados por Deus, e por Deus ansiamos.

Sua alma tem sede de Deus? Se não o amarmos de todo o coração, jamais poderemos ser contados entre os seus filhos. Amar a Deus é a essência de nossa vida devocional.

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
Príncipe da França
Duque de Soissons
Conde de Mompean
Barão de Lille

Administrador Geral da Região de Navarra

Embaixador Francês
Comandante da Guarda Real Francesa
Vice-Chanceler
Senador Real
Prefeito de Lille

Chanceler Oficial da Ordem da Mão de Ferro
Cavaleiro da S. Ordem Imperador Carlos Magno – S.O.I.C.M.
Medalha do Mérito da S. O. Militar Joana D´Arq – S.O.M.J.A.


Súdito da Coroa Francesa

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2 meses 1 semana atrás #908 por Henry Mompean Orleans-Grimaldi (jonfonpa)
LIÇÃO 3: Oração - O diálogo da alma com Deus

TEXTO ÁUREO
"Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos"

Efésios 6.18




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Mateus 6.9-13.





9 - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.

10 - Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.

11 - O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

12 - Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

13 - E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!

INTRODUÇÃO


Como está a nossa vida de oração? Cultivamo-la diariamente? Ou já nos conformamos com o presente século? O pai da Reforma Protestante, Martinho Lutero, declarou certa vez que, quanto mais ocupado, mais se dedicava a falar com o Salvador.

O QUE É A ORAÇÃO

A oração distingue os discípulos do Nazareno como a mais singular e excelente comunidade de clamor da história (At 1.14). É impossível não divisar, nas Sagradas Escrituras e na prática da Igreja, uma teologia da oração. O que vem a ser, porém, esse exercício que nos introduz nos pavilhões do amor divino?


Definição.



Oração é o ato pelo qual o crente, através da fé em Cristo Jesus e mediante a ação intercessora do Espírito Santo, aproxima-se de Deus com o propósito de adorá-lo, render-lhe ações de graça, interceder pelos salvos e pelos não-salvos, e apresentar-lhe as petições de acordo com a sua suprema e inquestionável vontade (Jo 15.16; Rm 8.26; 1 Ts 5.18; 1 Jo 5.14; 1 Sm 12.23).

Fundamentos da Oração.


A doutrina bíblica da oração tem os seus fundamentos:
a)Nos ensinos da Bíblia;
b)Na necessidade de o homem buscar a Deus;
c)Na experiência dos homens e mulheres que porfiaram em desejar a presença de Deus;
d)E na convicção de que Ele é bom


OBJETIVOS DA ORAÇÃO

O pastor e erudito inglês, Mathew Henry, discorre sobre um dos objetivos da oração: "Quando Deus pretende dispensar grandes misericórdias a seu povo, a primeira coisa que faz é inspirá-lo a orar". Como discordar do irmão Henry? Todos já nos sentimos impulsionados a orar com mais intensidade nos momentos de decisão e de angústias; não podemos viver distanciados da presença divina.


Buscar a presença de Deus.


"Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei" (Sl 27.8). Seja nos primeiros alvores do dia seja nas últimas trevas da noite, o salmista jamais deixava de ouvir o chamado de Deus para contemplar-lhe a face. Tem você suspirado pelo Senhor? Ou já não consegue ouvi-lo? Diante da sede pelo Eterno, que ia na alma de Davi, exorta-nos o pastor norte-americano Warren W. Wiersbe: "Não se limite a buscar a ajuda de Deus. Almeje a sua face. O sorriso de Deus é tudo o que você precisa para vencer as ciladas humanas".

Agradecê-lo pelos imerecidos favores.



Se nos limitarmos às petições, nossa oração jamais nos enlevará ao coração do Pai. Mas se, em tudo, lhe dermos graças, até mesmo pelas tribulações que nos sitiam a alma, haveremos de ser, a cada manhã, surpreendidos pelos cuidados divinos.
Egoísta não era o coração do salmista. Num dos mais belos cânticos da Bíblia, manifesta ele toda a sua gratidão ao Senhor: "Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo" (Sl 116.12-14).

Tem você agradecido a Deus? Ou cada vez que se põe a orar apresenta-lhe uma lista de vaidosas e tolas reivindicações? Atente à exortação de Tiago 4.3.


Interceder pelo avanço do Reino de Deus.

Na Oração Dominical, insta-nos o Senhor Jesus a orar: "Venha o teu Reino" (Mt 6.10). No Antigo Testamento, os judeus rogavam a Deus jamais permitisse que suas possessões viessem a cair em mãos gentias. Basta ler o Salmo 136 para se enternecer com o cuidado dos israelitas por sua herança espiritual e territorial.
Já no Testamento Novo, os apóstolos, mesmo às voltas com as perseguições, quer dos gentios quer dos judeus rebeldes, oravam a fim de que, em momento algum, a Igreja de Cristo acabasse por ser detida em seu avanço rumo aos confins da terra. Os Atos dos Apóstolos podem ser considerados uma oração, constante e fervorosa, pela expansão do Reino de Deus sem impedimento algum (At 28.30,31).

Se orássemos como John Knox, todo o nosso país já estaria aos pés do Salvador. Diante da miséria de sua gente, rogou: "Cristo, dá-me a Escócia se não morrerei". Como resultado de seu clamor, um avivamento varreu aquele país, levando milhares de impenitentes ao pé da cruz.

Apresentar a Deus nossas necessidades.

Não temos de preocupar-nos com as nossas carências; em glória, o Pai Celeste no-las supre (Fp 4.19). Aleluia! Além disso, Ele "é poderoso para fazer [...] além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera" (Ef 3.20).

Ao invés de nos fixarmos em nossas necessidades, intercedamos. Enquanto estivermos rogando por nossos amigos e irmãos, estará Ele suprindo cada uma de nossas necessidades. Não foi exatamente isto o que se deu com o patriarca Jó? "E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía" (Jó 42.10).


Confessar a Deus nossos pecados e faltas (Dn 9.3-6).



Não se limitava Daniel a confessar os pecados de seu povo; nessa confissão, sentida e repassada por um pranto incontido, também se incluía. Se lermos o capítulo nove do livro que lhe leva o nome, ver-nos-emos constrangidos a confessar cada uma de nossas iniqüidades. Alguém disse, certa vez, que Daniel não confessou os pecados de seu povo por atacado; especificou cada um deles.

Tem você confessado seus pecados a Deus? Saiba que Ele, em seu Filho Jesus, é fiel e justo para não somente perdoar-nos as faltas, como também para nos restaurar a comunhão consigo (1 Jo 1.7).


CULTIVANDO O HÁBITO DA ORAÇÃO

John Bunyan, autor de O Peregrino, um dos maiores clássicos da literatura evangélica, faz-nos uma séria observação: "Jamais serás um cristão, se não fores uma pessoa de oração". Todavia, de que forma poderemos nós cultivar a prática da oração?


Orar cotidianamente.


Quantas vezes devemos nós orar por dia? Fizéssemos a pergunta a Bunyan, responder-nos-ia: "Ore continuamente". Aliás, esta é a recomendação das Sagradas Escrituras aos que desejam vencer o mundo, e chegar ao regaço do Salvador amado (1 Ts 5.17). Daniel orava três vezes ao dia (Dn 6.10).

Sem interferências.


Procurava Daniel falar com o Senhor livremente, longe do atribulado cotidiano de Babilônia: "Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer" (Dn 6.10).

Aliás, esta é a recomendação que nos faz o Senhor Jesus: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará" (Mt 6.6). Tem você um lugar e uma hora para a oração? Quando estiver falando com o Pai Celeste, não admita interferências: desligue o telefone, o celular, o computador; enfim, desligue o mundo à sua volta. Nada é mais importante do que a audiência que você marcou com o Pai Celeste.


CONCLUSÃO



Sem oração, jamais haveremos de mover a mão de Deus para que haja sobrenaturalmente, no mundo, por intermédio de seu povo. Tem você cultivado a oração? É chegado o momento de buscarmos, ainda mais, a presença de Deus (Is 55.6).

Henry Mompean D’Orléans et Valois
Duque Consorte de Gandia
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Duque de Soissons
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